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Compal atribui 60 000 euros a jovens empreendedores

17 de Julho de 2014 in Hortinet

O Centro de Frutologia da Compal atribuiu três bolsas de instalação de 20 000 euros aos projetos que mais se destacaram em 2013/2014 na Academia do Centro de Frutologia Compal, que vai já na sua segunda edição.

Aurora Santos, Filipe Alves e Ricardo Tojal foram os fruticultores que mais se destacaram nesta segunda edição e que receberam uma bolsa de instalação que vai ajudar a alavancar os seus projetos na área da agricultura, em particular, na área da fruticultura.

A avaliação ficou a cargo de um júri constituído pela AJAP, pela CONFAGRI, pela Direção-Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural e pelo ISA, que refere que “acreditámos neste projeto desde o início. Consideramos a formação essencial no desenvolvimento da atividade agrícola. Este centro é um marco muito especial para a fruticultura”.

Aurora Santos vai produzir marmelo numa exploração com 4,25 hectares em Santa-Ana-de Azenha e espera chegar às 90 toneladas de produção em 2018. O investimento total deverá rondar os 57 000 euros.

Ricardo Tojal, por sua vez, pretende instalar uma exploração de pêssegos em 26 hectares com um investimento total de cerca de 473 000 euros, no Fundão, e produzir cerca de 680 toneladas de fruta em 2018.

Filipe Alves, o mais novo dos três vencedores e licenciado em Engenharia Civil, vai produzir cereja num terreno com 4,4 hectares, na Guarda, no qual investirá um total de 41 000 euros, e espera produzir 44 toneladas até 2018.

José Jordão, Presidente do Centro de Frutologia sublinha que “este projeto continua a reunir condições ímpares para estimular a inovação. A 1ª edição foi um sucesso e fundamental para o arranque de jovens empreendedores.”

Alexandre Pacheco, engenheiro agrónomo vencedor de uma das bolsas da 1ª edição, conta que “depois de um ano, o meu projeto (um pomar de ameixas) está quase concluído. Criei uma exploração de raiz e foi um ano de muito trabalho. Às vezes até fico admirado com o facto de ter corrido tudo tão bem. Hoje, já tenho árvores da minha altura e creio que estou no bom caminho, tendo em conta que era um sítio onde não havia nada e que hoje tem potencial de produção.”

O vencedor da primeira edição refere ainda que ser agricultor não é fácil e que é preciso trabalhar muito, “15, 16, 17, 18 horas por dia, porque existe uma ‘janela’ muito apertada para conseguir fazer as coisas, até porque hoje está bom tempo, mas amanhã pode não estar… Não há sábados e domingos”. Para o jovem empreendedor a maior preocupação é a tesouraria mas “nunca avançaria se não tivesse o escoamento garantido. E tenho noção que vão haver anos maus, em que as ameixas vão ser vendidas a 90 ou 30 cêntimos.”

Questionado sobre a nova ‘vaga’ de empreendedores que decidem apostar na agricultura, Alexandre Pacheco defende que “não vejo porque é que um enfermeiro, advogado, arquiteto, etc., não possa ser agricultor. Quem entra de novo traz visões diferentes e um novo ânimo às coisas, às vezes só precisa é de ser bem aconselhado e de rodear-se de pessoas que digam ‘essa máquina é a ideal’ ou ‘estás a gastar muito dinheiro’. Dito isto, a agricultura não é para todos, também tem que haver vocação e conhecer muito bem o mercado e as tendências.”

Fonte: Vida Rural

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Produtores de pêssego pedem medidas de gestão de crise ao Conselho de Ministros da UE

17 de Julho de 2014 in Hortinet

Produtores de pêssego e nectarina de Espanha, França e Itália pediram, com carácter de urgência, ao Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia e ao Comité de Gestão medidas de gestão de crise eficazes para esta campanha.

Os representantes dos produtores de pêssego defendem que nesta campanha os preços estão muito baixos nos três países e que as atuais medidas de gestão de crise são insuficientes. Espanha, Itália e França querem que o Conselho de Ministros da Agricultura da UE apliquem o estabelecido no artigo 219 do Regulamento (UE) 1308/ 2013.

Segundo este artigo, outorgam-se poderes à Comissão Europeia para adotar atos delegados que permitam tomar as medidas necessárias e imediatas para prevenir situações que provoquem perturbações no mercado.

Fonte: Vida Rural

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INE: Expansão significativa da área de produção do tomate para a indústria

23 de Junho de 2014 in Hortinet

Clique para aumentarAs previsões, a 31 de Maio, apontam para um aumento das áreas de tomate para a indústria (+20%) e de batata de regadio (+5%) e para decréscimos no milho (-10%), arroz (-5%) e girasol (-10%).
Na campanha dos cereais de Outono / Inverno esperam-se aumentos generalizados de produtividade (+10% no trigo duro, +25% no trigo mole e +35% no triticale, cevada e aveia). Relativamente aos frutos, prevê-se um decréscimo na produtividade da cereja (-10%), cultura que voltou a ser bastante afectada pelas condições climatéricas adversas que ocorreram na fase da floração / polinização e, posteriormente, na altura da colheita. Em sentido inverso, o rendimento unitário do pêssego deverá aumentar 25%.

O mês de Maio caraterizou-se, em termos meteorológicos, por dois períodos muito distintos: as duas primeiras décadas decorreram secas e quentes, com os valores de temperatura média do ar muito superiores ao normal (com ondas de calor que, em alguns casos, se estenderam por mais de 15 dias); a partir do dia 20 ocorreu uma descida acentuada da temperatura do ar, principalmente da máxima, com a ocorrência de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada.

 Estas condições foram, de um modo geral, favoráveis ao crescimento e desenvolvimento das culturas instaladas, bem como ao normal desenrolar dos trabalhos agrícolas da época (instalação das culturas de primavera e trabalhos de fenação e silagem).

A percentagem de água no solo no final de Maio, em relação à capacidade de água utilizável pelas plantas, diminuiu face ao mês anterior. Os valores registados são normais em todo o território a norte do Tejo e ligeiramente inferiores a sul.

Prados, pastagens e culturas forrageiras com bom aspecto vegetativo

O aumento das temperaturas beneficiou os prados, pastagens e culturas forrageiras, que apresentam um bom aspecto vegetativo. Realizaram-se os trabalhos de corte, secagem e enfardação de fenos e de áreas significativas de vegetação espontânea. A precipitação ocorrida no final do mês prejudicou pontualmente a qualidade dos fenos cortados que se encontravam em secagem sobre o solo.

A massa verde produzida por estas culturas tem permitido que a alimentação das diferentes espécies pecuárias decorra sem dificuldades, sendo o contributo das rações, palhas e fenos semelhante ao observado em igual período do ano anterior.

Área de milho diminui face a 2013

A preparação dos solos para a sementeira do milho iniciou-se com algum atraso, essencialmente devido às situações de encharcamento dos terrenos. As condições climatéricas que se verificaram ao longo do mês de Maio permitiram concluir a maioria das sementeiras, apesar da interrupção dos trabalhos nos períodos de maior precipitação da segunda quinzena. A área semeada deverá registar um decréscimo de 10% face ao ano anterior. De referir que, de um modo geral, as germinações e os desenvolvimentos iniciais foram homogéneos.

Também no arroz as previsões apontam para um decréscimo de área semeada (-5%) face ao ano anterior. Existem extensões consideráveis de canteiros ainda não semeados, sendo também de referir que no Baixo Mondego as obras de melhoramento no Bloco de Maiorca condicionaram as áreas disponíveis para esta cultura.

Área plantada de tomate para a indústria regista forte incremento

A plantação do tomate para a indústria está a decorrer sem incidentes, estimando-se um aumento de área na ordem dos 20%, resultado dos estímulos promovidos pela indústria (alargamento do período de recepção e melhoria das condições contratuais) e de perspectivas favoráveis de escoamento da produção para Espanha. O desenvolvimento vegetativo das searas já instaladas (mais de ¾ da área total prevista) tem sido normal.

Quanto ao girassol, prevê-se que a área semeada ronde os 16 mil hectares, o que corresponde a um decréscimo de 10% face à campanha anterior.

Batata de regadio com ligeiro aumento da área plantada

As plantações de batata de regadio concluíram-se ao longo do mês de Maio, estimando-se um aumento da área de 5% face a 2013. Nesta cultura, com um período de instalação muito alargado, nas variedades mais precoces já se iniciou a colheita, encontrando-se a maioria das plantações mais tardias e a batata para a indústria ainda em floração. O aspecto vegetativo é, de um modo geral, bom.

Bom desenvolvimento vegetativo dos cereais de Outono/Inverno

Globalmente os cereais de Outono/Inverno apresentam um bom desenvolvimento vegetativo. Encontram-se nas fases de floração ou em início de granação leitosa (trigo, triticale, centeio e cevada), estando a aveia já na fase de grão pastoso ou em maturação completa. Prevêem-se aumentos nas produtividades em todos os cereais praganosos excepto no centeio, que deverá manter o rendimento unitário da campanha anterior.

Aumento de produtividade na batata de sequeiro

Os batatais de sequeiro estão, em geral, em floração, apresentando um aspecto vegetativo normal para a época. Apesar do rendimento unitário estar muito dependente da temperatura e da insolação que se façam sentir na fase de tuberização, o facto de as plantações terem decorrido atempadamente faz prever um aumento da produtividade de 5%, face a 2013.

Mais um ano mau para a cereja

A precipitação e as elevadas amplitudes térmicas registadas na fase da floração/polinização da cereja, para além de atrasarem o início da colheita das variedades precoces, provocaram muitas situações de polinização deficiente e aborto dos frutos em fases de desenvolvimento posteriores. Registaram-se fendilhamentos e perdas de capacidade de conservação de alguma produção provocados pelas chuvas de finais de Maio. Prevê-se assim uma redução de 10% na produtividade, face a 2013, ficando pelo terceiro ano consecutivo abaixo das 2 toneladas por hectare.

Quanto ao pêssego, estima-se um aumento de 25% no rendimento unitário, face à campanha anterior, que tinha sido bastante afectada pelo tempo frio e chuvoso na fase da floração, principalmente no interior Centro.

Fonte: Agroportal

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Empresa de Distribuição lança Prémio para Produtores Portugueses

12 de Junho de 2014 in Hortinet

screenshot.1480A empresa de distribuição alimentar Intermarché lançou um prémio que visa premiar os produtores nacionais. A empresa pretende passar a mensagem de promoção da produção nacional e para isso criou o “Prémio Intermarché Produção Nacional”.

O concurso está dividido em várias categorias, que vão desde a carne à fruta fresca e preparada, azeite e vinhos. Os premiados em cada categoria terão como prémio: o escoamento dos produtos durante um ano nos hipermercados do grupo; parte da margem que será repartida entre o Produtor e o Intermarché; e a visibilidade garantida em diversos meios de comunicação.

Os produtores interessados podem efetuar as candidaturas entre 7 de junho e 25 de julho.

Para incrições ou mais informações poderá consultar o website oficial do evento: www.premiointermarche.pt

Fonte: Agrotec

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Cerfundão com quebras entre os 30 e os 35%

20 de Maio de 2014 in Hortinet

cerejasDe acordo com o diretor comercial da Cerfundão – Embalamento e comercialização de cerejas da Cova da Beira, Lda., Pedro Catalão, a quebra de cerejas para este ano está a rondar os 30 e os 35%.

“Não posso dizer que os produtores estão todos com quebra ou qual o valor específico da quebra de cada um. Alguns estão com quebras entre os 50 e os 70%, outros entre os 10 e os 15%, mas no total ronda os 30 e os 35%”, explicou o diretor comercial à “Frutas e Legumes”.

O responsável adiantou ainda que, se as chuvas continuarem no dia de amanhã, é provável que as quebras “sejam ainda maiores”.

Fonte: Frutas e Legumes

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Toshiba vai vender legumes orgânicos produzidos em fábrica

20 de Maio de 2014 in Hortinet

toshiba

O conglomerado industrial japonês Toshiba, conhecido pelos seus aparelhos eletrónicos e reatores nucleares, anunciou uma nova atividade: a venda de legumes produzidos numa fábrica.

A marca vai começar a produzir legumes sem pesticidas, ou outras substâncias químicas, numa fábrica totalmente asséptica, mas gerida por dispositivos eletrónicos. De acordo com um comunicado divulgado pela própria marca, o objetivo da atividade passa pelo consumo de comida saudável, que pode ser produzida em fábrica mediante certas condições tecnológicas.

A Toshiba está já a trabalhar numa fábrica abandonada na periferia de Tóquio e a prepará-la para receber “sistemas especiais de iluminação fluorescente – otimizados para o crescimento das plantas – um ar condicionado que mantém sempre a mesma temperatura e um nível de humidade constante, um dispositivo de vigilância do estado físico das plantas e equipamentos esterilizados para a embalagem dos produtos”, refere o mesmo documento.

Numa superfície industrial de cerca de 2 000 metros quadrados, o grupo produzirá o equivalente a três milhões de saladas por ano e fornecerá alface, espinafre e outros legumes para supermercados e restaurantes. A marca japonesa prevê cultivar, em função da procura, produtos com características particulares, como por exemplo produtos com forte conteúdo de vitamina C.

Fonte: Frutas e Legumes

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R. A. Madeira – Empresa J. Nelson Abreu, SA investe nas Frutas e Legumes

5 de Maio de 2014 in Hortinet

A empresa Madeirense J. Nelson Abreu, SA, PME Excelência em 2013, inicia este mês de Maio uma operação de importação e distribuição no mercado regional da Madeira de frutas e legumes. Num espaço recentemente adquirido em S. Martinho, junto ao Mercado Abastecedor do Funchal, e num investimento que ronda 1,5 milhões de euros, a JNA vai juntar ao seu já vasto leque de produtos distribuídos (cerca de 12.000 referências ), as frutas e legumes.

Principalmente a pensar no desenvolvimento rural regional a J. Nelson Abreu, investe neste novo projecto com os olhos postos nos pequenos produtores agrícolas regionais e na sua capacidade de produção com vista ao Abastecimento do alargado leque de clientes já servidos pela Empresa.

“Contamos com o trabalho dos pequenos agricultores e com a sua capacidade de adaptação às necessidades dos nossos clientes para podermos ser mais um canal de escoamento dos seus produtos e com isso contribuir para o desenvolvimento da agricultura da Madeira”. Estas palavras do Administrador Nelson Abreu, espelham as reais espectativas da Empresa neste novo ramo da sua actividade.

Como complemento aos produtos adquiridos localmente a Empresa tem desenvolvido contactos fora da Região, principalmente em Portugal continental, e em Espanha, no sentido de disponibilizar todo um vasto leque de produtos que satisfaçam, em qualidade e preço, as necessidades do mercado regional, nomeadamente do canal horeca, que é actualmente o seu mercado principal.

A exportação é outro dos grandes objectivos desta nova actividade no Grupo J. Nelson Abreu. Atentos há crescente procura de produtos da Madeira no continente, este é um caminho a explorar juntamento com os vários parceiros de negócios na Madeira e fora da Região.

O espaço recentemente inaugurado abrange uma área coberta de cerca de 2.000 m2 e capacidade de armazenamento em ambiente climatizado para mais de 300 paletes. O mesmo espaço, e em zona não climatizada a Empresa vai disponibilizar aos seus clientes um vasto leque de outros produtos complementares às frutas e legumes, como é o caso dos frutos secos e cristalizados, leguminosas secas, especiarias, entre outros. A J. Nelson Abreu é uma PME Excelência a operar à mais de 40 anos no mercado Regional da Madeira e Porto Santo, onde também tem um armazém, e é gerida pela família Nelson Abreu, encabeçada pelos seus fundadores José Nelson Abreu e Maria José Abreu e pelos três filhos, Ramiro, Tiago e Rafael Abreu.

Fonte: Agronotícias

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Produtores de cereja do Fundão temem efeitos da chuva na produção

4 de Abril de 2014 in Hortinet

Os produtores de cereja do Fundão disseram hoje recear que a chuva das últimas semanas prejudique a produção daquele fruto este ano.

Em declarações à agência Lusa, alguns produtores explicaram que a chuva intensa, numa fase em que a floração das árvores já tinha começado, pode provocar doenças e comprometer o desenvolvimento do fruto.

O problema é que esta humidade pode fazer apodrecer as flores e assim, obviamente, não há condições para a polinização e muito menos para o ‘vingamento’”, detalhou Alberto Mendes, produtor de cereja que tem cerca de 16 hectares.

Alberto Mendes recordou que as «árvores estão ensopadas em água» e sublinhou que, «nesta altura», isso «não é bom» para nenhuma cultura. Em anos “normais”, este produtor chega a colher mais de 100 toneladas de cereja, mas, para este ano, ainda não se atreve a avançar com prognósticos porque, se há duas semanas acreditava que ia ser um «ano excelente», agora já está mais céptico e assume que tudo «depende dos próximos dias».

«Tínhamos as cerejeiras mesmo bonitas e como poucas vezes me recordo de as ver. Mas, nesta vida, já sabemos que é assim, umas vezes é o sol em excesso que as amadurece demais, outras o frio e a chuva, que implicam quebras. Vamos ver como vai ser», desabafou.

Uma opinião que é partilhada por Almério Oliveira, que tem cerca de 37 hectares de cerejeiras e uma produção que pode ultrapassar as 300 toneladas, isto se entretanto as condições climatéricas melhorarem. «Se isto parar nos próximos dias, pode não ser muito grave, mas se continuar assim mais oito dias então a situação complica-se mesmo a sério», referiu.

Os produtores preferem não quantificar eventuais perdas, por enquanto, porque acreditam que a chuva irá parar e têm esperança de que «pelo menos» as variedades mais tardias venham a vingar normalmente.

Pedro Catalão, coordenador da Cerfundão, empresa de embalamento e comercialização de cerejas da Cova da Beira, para a qual alguns produtores encaminham parte da produção, também considera que não se deve criar «alarmismos prematuros». «Os produtores têm-nos dito que a situação é preocupante. Contudo, não podemos criar alarmismos prematuros», ressalvou.

A região da Cova da Beira é uma das principais áreas de produção nacional de cereja, fruto que contribui fortemente para dinamizar a economia local. O Fundão, concelho no qual se encontra a maior área de cerejais, tem realizado uma forte aposta na divulgação e promoção da “Cereja do Fundão” enquanto marca, o que contribuiu para a afirmação do fruto no mercado nacional e internacional, e para que, nos últimos anos, tenham surgido vários subprodutos, como os licores ou o Pastel de Cereja do Fundão, inicialmente designado como pastel de nata de cereja.

Fonte: Agroportal

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Produção de laranja do Algarve com quebras entre 10 a 20%

11 de Março de 2014 in Hortinet

A produção de laranja do Algarve registou uma quebra entre os 10% e os 20% na campanha deste inverno em relação a 2013, sofrendo também uma redução na qualidade por causa da humidade excessiva, segundo os produtores.

“Tivemos menos quantidade do que em 2013 e menor qualidade”, declarou à agência Lusa Horácio Ferreira, um dos responsáveis da Cooperativa Agrícola de Citricultores do Algarve (Cacial).

Segundo Horácio Ferreira, neste inverno houve “muita humidade no ar” o que veio contribuir para uma menor “resistência da laranja” e provocar quebras de produção na ordem dos 20%.

Em declarações à Lusa, o agricultor e produtor Fernando Cristina, da Cooprobol (Cooperativa de Produtos Agrícolas de Boliqueime, mas que abrange também as áreas de Albufeira, Lagoa, e Silves) explicou que a humidade no Algarve foi constante dando origem a um fungo.

“O fungo ataca de duas maneiras: junto da epiderme [da laranja] e fazer uma mancha e entrar a podridão ou então acumula-se o fungo no pé da laranja [pedúnculo] e cai”, contou Fernando Cristina, referindo que este inverno pior que a podridão foi a “queda da laranja”, provocando uma quebra na produção na “ordem dos 15% a 20%”.

Pedro Madeira, presidente da Frusoal, sociedade com 23 anos de existência no Algarve e que congrega cerca de 50 produtores de citrinos, confirmou a quebra na produção na ordem dos 10% e argumentou que a principal culpada foi a humidade.

“Não foi a chuva a culpada, tivemos foi muita humidade que manteve os pomares molhados tempo demasiado e que não permitiu tratar a fruta contra determinadas doenças”, explicou, adiantando que “houve muita fruta que caiu” no chão, o que levou à diminuição da qualidade em termos de resistência do fruto ao transporte até ao ponto de venda.

A quebra na produção na campanha de inverno, que está a terminar este mês “vai estender-se à campanha da primavera”, admitiu aquele produtor, referindo que o mesmo período de humidade excessiva afectou a variedade da laranja da primavera em termos de queda de fruta.

Na campanha de inverno, a laranja do Algarve é exportada em cerca de 50% para outros países europeus, designadamente para França, Suíça, Alemanha ou Polónia.

A laranja do Algarve havia registado, na campanha de verão de 2013, uma quebra global de produção entre 60% a 70% em relação a 2012, provocada pela onda de calor que houve na época da floração e que impediu a floração da laranja que seria para produzir este ano.

O Algarve produz em média entre 250 a 300 mil toneladas de laranja por ano.

Fonte: Agroportal

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Produtores do Ribatejo e Oeste intensificam expansão a sul

19 de Fevereiro de 2014 in Hortinet

Os produtores de hortofrutícolas do Oeste e Ribatejo estão a aumentar o ritmo de expansão para o sul do país, uma tendência que deverá continuar a médio prazo. A escolha recai, principalmente, no Alentejo, devido à disponibilidade de água, mas também às áreas maiores e ao bom clima, que permite precocidade e menos doenças e infestantes. Mas nem tudo são ‘rosas’: falta mais organização da produção e investigação, enquanto a rigidez do mercado fundiário e o tarifário da água criam entraves.

A produção nacional de frutas e hortícolas está em crescimento, com a exportação a representar uma fatia cada vez maior nas explorações. Assim, muitos produtores procuram aumentar as suas áreas de cultivo, mas nas principais regiões produtoras – Oeste e Ribatejo – a disponibilidade e qualidade dos terrenos é cada vez menor. As grandes extensões do Alentejo, mais ainda desde que a existência de água deixou de ser problema, tornaram-se cada vez mais apetecíveis.

A Abrunhoeste e a Granfer, duas Organizações de Produtores (OPs) da região Oeste, são das mais recentes a apostar em projetos de produção a sul. Mas falámos também com a Hortomelão, OP do Ribatejo, que há muito fez esta opção, e referimos ainda a cooperativa Agromais, também do Ribatejo. Há ainda o caso da Valinveste, que para além da sua ‘zona natal’ – o Ribatejo –, há muito produz milho no Alentejo, tendo aumentado essa produção pós-Alqueva.

Conheça os prós e contras dos planos de expansão destas empresas na edição de fevereiro da revista VIDA RURAL.

Fonte: Vida Rural