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Produção de laranja do Algarve com quebras entre 10 a 20%

11 de Março de 2014 in Hortinet

A produção de laranja do Algarve registou uma quebra entre os 10% e os 20% na campanha deste inverno em relação a 2013, sofrendo também uma redução na qualidade por causa da humidade excessiva, segundo os produtores.

“Tivemos menos quantidade do que em 2013 e menor qualidade”, declarou à agência Lusa Horácio Ferreira, um dos responsáveis da Cooperativa Agrícola de Citricultores do Algarve (Cacial).

Segundo Horácio Ferreira, neste inverno houve “muita humidade no ar” o que veio contribuir para uma menor “resistência da laranja” e provocar quebras de produção na ordem dos 20%.

Em declarações à Lusa, o agricultor e produtor Fernando Cristina, da Cooprobol (Cooperativa de Produtos Agrícolas de Boliqueime, mas que abrange também as áreas de Albufeira, Lagoa, e Silves) explicou que a humidade no Algarve foi constante dando origem a um fungo.

“O fungo ataca de duas maneiras: junto da epiderme [da laranja] e fazer uma mancha e entrar a podridão ou então acumula-se o fungo no pé da laranja [pedúnculo] e cai”, contou Fernando Cristina, referindo que este inverno pior que a podridão foi a “queda da laranja”, provocando uma quebra na produção na “ordem dos 15% a 20%”.

Pedro Madeira, presidente da Frusoal, sociedade com 23 anos de existência no Algarve e que congrega cerca de 50 produtores de citrinos, confirmou a quebra na produção na ordem dos 10% e argumentou que a principal culpada foi a humidade.

“Não foi a chuva a culpada, tivemos foi muita humidade que manteve os pomares molhados tempo demasiado e que não permitiu tratar a fruta contra determinadas doenças”, explicou, adiantando que “houve muita fruta que caiu” no chão, o que levou à diminuição da qualidade em termos de resistência do fruto ao transporte até ao ponto de venda.

A quebra na produção na campanha de inverno, que está a terminar este mês “vai estender-se à campanha da primavera”, admitiu aquele produtor, referindo que o mesmo período de humidade excessiva afectou a variedade da laranja da primavera em termos de queda de fruta.

Na campanha de inverno, a laranja do Algarve é exportada em cerca de 50% para outros países europeus, designadamente para França, Suíça, Alemanha ou Polónia.

A laranja do Algarve havia registado, na campanha de verão de 2013, uma quebra global de produção entre 60% a 70% em relação a 2012, provocada pela onda de calor que houve na época da floração e que impediu a floração da laranja que seria para produzir este ano.

O Algarve produz em média entre 250 a 300 mil toneladas de laranja por ano.

Fonte: Agroportal

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Produtores do Ribatejo e Oeste intensificam expansão a sul

19 de Fevereiro de 2014 in Hortinet

Os produtores de hortofrutícolas do Oeste e Ribatejo estão a aumentar o ritmo de expansão para o sul do país, uma tendência que deverá continuar a médio prazo. A escolha recai, principalmente, no Alentejo, devido à disponibilidade de água, mas também às áreas maiores e ao bom clima, que permite precocidade e menos doenças e infestantes. Mas nem tudo são ‘rosas’: falta mais organização da produção e investigação, enquanto a rigidez do mercado fundiário e o tarifário da água criam entraves.

A produção nacional de frutas e hortícolas está em crescimento, com a exportação a representar uma fatia cada vez maior nas explorações. Assim, muitos produtores procuram aumentar as suas áreas de cultivo, mas nas principais regiões produtoras – Oeste e Ribatejo – a disponibilidade e qualidade dos terrenos é cada vez menor. As grandes extensões do Alentejo, mais ainda desde que a existência de água deixou de ser problema, tornaram-se cada vez mais apetecíveis.

A Abrunhoeste e a Granfer, duas Organizações de Produtores (OPs) da região Oeste, são das mais recentes a apostar em projetos de produção a sul. Mas falámos também com a Hortomelão, OP do Ribatejo, que há muito fez esta opção, e referimos ainda a cooperativa Agromais, também do Ribatejo. Há ainda o caso da Valinveste, que para além da sua ‘zona natal’ – o Ribatejo –, há muito produz milho no Alentejo, tendo aumentado essa produção pós-Alqueva.

Conheça os prós e contras dos planos de expansão destas empresas na edição de fevereiro da revista VIDA RURAL.

Fonte: Vida Rural

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ProDuva mostra primeiros resultados

12 de Fevereiro de 2014 in Hortinet

No âmbito da medida 4.1 do Proder, “Cooperação para a Inovação”, uma equipa de técnicos está a desenvolver o projecto ProdUva – Efeito do sombreamento no vingamento e qualidade final em uva de mesa sem grainha.

O projecto ProdUva visa desenvolver uma prática optimizada para obter uva de mesa sem semente que possa ser directamente transferida para os produtores e está a ser executado por uma equipa de técnicos do Instituto Superior de Agronomia (ISA), Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT) e Herdade Vale da Rosa. Os técnicos Sara Domingos, Luís Goulão e Joaquim Praxedes apresentaram o projecto numa sessão organizada pelo Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional (COTHN), no Auditório da Biblioteca Municipal de Alenquer, a 16 de Janeiro.

Embora haja poucos produtores nacionais no mercado específico de uva de mesa apirénica (sem sementes), este grupo de trabalho entendeu ser uma actividade com elevado potencial de desenvolvimento. Assim, «quisemos iniciar um processo de investigação, de experimentação, de desenvolvimento e de transferências de novas tecnologias, para aumentar o interesse e a competitividade da fileira da uva de mesa sem semente no nosso país», explicou Luís Goulão, do IICT.

A monda dos bagos permite maximizar a produção para o mercado em fresco, reduzindo a incidência de doenças, aumentando o calibre do bago e melhorando também a sua composição (açúcar e acumulação de pigmentos). O projecto que decorre há dois anos visa perceber o efeito do ensombramento no vingamento e na qualidade final da uva de mesa sem sementes. Em concreto, pretendeu mostrar que sem um processo (manual, químico ou por ensombramento) de monda de flores e bagos, não é possível produzir uva sem grainha.

A técnica de monda de bagos por ensombramento consiste na cobertura das videiras com uma rede capaz de interceptar parte ou toda a radiação, durante um período específico. Foram também estudados dois momentos de colocação da sombra, a 50 e a 100% de floração (plena floração). Os resultados são explicados principalmente através do défice de carbono nas plantas ensombradas, devido à redução da produção de fotoassimilados, que favorece a queda dos frutos.

Cada vez mais os consumidores exigem qualidade, um produto diferenciado e estão dispostos a pagar por ele. Muitas vezes, a produção nacional não corresponde às exigências do consumidor. Assim, este projecto visa adaptar a oferta a um perfil de consumidor mais exigente e que procura um produto com boa apresentação, com qualidade – no caso da uva, «o facto de não ter grainha é uma característica de qualidade muito apreciada e muito requisitada», afirmou Luís Goulão.

Os ensaios para o ProdUva decorreram na Herdade Vale da Rosa, em Ferreira do Alentejo, e incidiram em três tipos de cultivares de uva de mesa apirénica: Sugraone, Thompson Seedless e Crimson Seedless. O estudo provou que essas variedades tiveram diferentes respostas à redução da radiação luminosa. A Thompson Seedless mostrou ser muito sensível à redução da radiação incidente, com uma redução no vingamento dos bagos em todos os tratamentos com sombra e um aumento significativo da qualidade à colheita (cachos menos compactos e bagos com maior calibre, maior teor de polifenois e mais firmes). Nas cultivares Sugraone e Crimson Seedless a maioria dos tratamentos com sombra reduziu o peso e os diâmetros dos bagos.

Em 2014, o último ano do ProdUva, deverá ser feita a análise da viabilidade económica desta técnica (tendo em conta o preço da rede de sombra e o custo em mão-de-obra da sua colocação e remoção) e a comparação destes custos com os da técnica actualmente disponível – a monda manual de bagos. Segundo Joaquim Praxedes, técnico na Herdade Vale da Rosa, «actualmente, os custo da mão-de-obra são muito elevados: representam cerca de 60% dos nossos custos, dos quais 25% são relativos à monda manual de bagos».

Fonte: Frutas e Legumes

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A alteração climática pode aumentar a produtividade no cultivo de batatas

5 de Fevereiro de 2014 in Hortinet

Um estudo levado a cabo por cientistas do Serviço de Investigação Agrária da União Europeia (ARS), sugere que as plantas de batatas poderão gerar mais produtividade perante a alteração climática. Os investigadores mediram a resposta das plantas de batata a níveis elevados de dióxido de carbono atmosférico e a padrões cada vez mais variáveis de precipitação, como resultado das alterações climáticas.

Os cientistas realizaram dois estudos em câmaras de crescimento ao ar livre, para avaliar os efeitos dos ciclos de seca a curto-prazo nos níveis atuais de dióxido de carbono e em níveis elevados. Estes foram realizados utilizando câmaras que projetam um controlo preciso dos níveis de dióxido de carbono, a temperatura do ar, a rega e a humidade. As câmaras tinham sensores que mediram a temperatura do ar, do solo e das plantas, a humidade relativa e a radiação solar na parte superior e inferior das plantas.

A quantidade de radiação solar no primeiro estudo foi quase duas vezes a quantidade do segundo estudo. Os diferentes períodos dos estudos permitiram aos cientistas poder avaliar o impacto nas plantas como resultado das variações dos períodos de seca. Em ambos os estudos, os investigadores aplicaram ciclos de 11 dias de seca antes da formação dos tubérculos e aproximadamente 10 dias depois do começo da formação dos tubérculos.

Os cientistas observaram diferenças significativas na resposta das plantas e atribuem estas diferenças à variação na radiação solar, a qual, por sua parte, afetou a eficácia de utilização de água pelas plantas e a produção de matéria seca. Se todos os outros fatores forem iguais, as plantas no primeiro estudo teriam um aumento de 200% na produção total de matéria seca, dependendo dos níveis de dióxido de carbono e a disponibilidade de água.

O grupo também notou que os ciclos de seca provocaram menores níveis de matéria seca e de superfície de folha. Os investigadores concluíram que o stress por seca antes da formação dos tubérculos provavelmente favoreceu o futuro envio do carbono, a água e os nutrientes aos tubérculos em vez dos talos e das folhas. Esta reação incrementou-se sob elevados níveis de dióxido de carbono.

Considerando a média de todos os cenários de seca experimentados, a produtividade dos tubérculos, sob elevados níveis de dióxido de carbono, superaram até 60% a produtividade de plantas que cresceram nos atuais níveis de dióxido de carbono.

Ler aqui.

Fonte: Agrotec

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Produção de banana na Madeira desce 6,5% em 2013

3 de Fevereiro de 2014 in Hortinet

A produção de banana na Madeira sofreu uma queda de 6,5% em 2013, quando comparada com o período homólogo, revelam os dados da Direcção Regional de Estatística (DRE).

 De acordo com os dados disponibilizados pela DRE, em 2013 a produção ficou-se pelas 15.403,6 toneladas, uma redução global de 1.073,8 toneladas face a 2012.

 Do total comercializado em 2013, 82,1% teve como destino a expedição, diz a DRE.

 A banana de qualidade extra representa a maior fatia de produção, com mais de nove mil toneladas produzidas, sendo a restante banana dividida entre a de primeira categoria (3,1 mil toneladas) e a de segunda (3,2 mil toneladas).

 A banana expedida para fora da região representa um mercado que ronda os 11 milhões de euros.

 A cultura da bananeira (Musa acuminata) já se realiza na Madeira desde o século XVI, pois dela existe uma referência escrita em 1552. Terá chegado à região vinda de Canárias ou Cabo Verde.

 Desde o seu aparecimento, a bananeira é uma das culturas de maior importância socioeconómica na Madeira.

 A cultura da bananeira encontra-se enraizada no modo de vida de muitos agricultores, sendo fonte de rendimento de muitas famílias, de acordo com informação da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais.

Fonte: Frutas e Legumes

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Cluster dos Pequenos Frutos já foi aprovado

3 de Janeiro de 2014 in Hortinet

A Agim – Associação para os Pequenos Frutos e Inovação Empresarial viu aprovada a candidatura submetida ao Sistema de Apoio a Ações Coletivas do programa COMPETE para a constituição do Cluster dos Pequenos Frutos em Portugal.

O investimento elegível aprovado é de cerca de 437.133, 35 euros e o cluster será promovido pela Agim e tem como copromotor o COTHN – Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional e como parceiros o INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária e a associação PortugalFoods.

O projeto agora aprovado vai estender-se até junho de 2015 e irá promover um conjunto de iniciativas a desenvolver em todo o país e no estrangeiro, repartidas por três áreas de atuação. Uma dessas áreas é a da produção, onde estão previstos o levantamento e caracterização da cultura da amora, framboesa, mirtilo e groselha, a caracterização da qualidade das cultivares para aptidão agro-indústria, o levantamento das pragas e doenças e visitas de estudo (benchmarking) aos Estados Unidos, Holanda e Itália.

A área da comercialização e agro-indústria do cluster vai, por sua vez, promover a elaboração e apresentação do plano de negócios para a agro-indústria, desenvolver um estudo de mercado mundial sobre o potencial de diferenciação e de mercado de produtos alimentares com pequenos frutos e criar e promover um centro de conhecimento e inovação em pequenos frutos, a instalar no Vougapark.

Por fim, a área da promoção do projeto prevê a criação da marca “Umbrella” para os pequenos frutos e para os seus subprodutos de origem nacional, a promoção do consumo destes frutos e a realização de workshops de culinária e palestras de nutrição.

Fonte: Vida Rural

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Avaliação de novos sistemas de produção de Pera Rocha em alta densidade com recurso à modelação e à integração de processos fisiológicos

20 de Dezembro de 2013 in Hortinet

Tese de doutoramento do Dr. Miguel Leão (2013).

No link https://www.repository.utl.pt/handle/10400.5/6159 poderá ter acesso à tese de Doutoramento do Dr. Miguel Leão sobre Avaliação de novos sistemas de produção de Pera Rocha em alta densidade com recurso à modelação e à integração de processos fisiológicos.

Fonte: COTHN

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Região da Guarda tem «excelentes» condições para produção de mirtilo e groselha

16 de Dezembro de 2013 in Hortinet

A zona da Guarda tem «condições excelentes» para a produção de frutos vermelhos, nomeadamente de mirtilo e de groselha, disse à agência Lusa um elemento de uma nova organização nacional de produtores de pequenos frutos.

«Estas culturas precisam de muito frio e a região da Guarda tem condições excelentes, sobretudo para o mirtilo e para a groselha», reconheceu Fernanda Machado, presidente do conselho de administração da Bfruit – Organização de Produtores de Pequenos Frutos, à margem de uma sessão de apresentação daquela entidade, realizada na sede da Associação de Agricultores para a Produção Integrada de Frutos da Montanha.

A responsável admitiu que a aposta na produção daqueles frutos vermelhos «pode ter muito sucesso» na região da Guarda devido às condições climatéricas, mas alertou para a necessidade de os produtores se organizarem e de perceberem «como se produz e o que é que o mercado quer».

«Não será difícil os produtores associarem-se», referiu, indicando que a entidade que lidera dará assistência técnica para «garantir a qualidade e a valorização» dos frutos e também assegurará a sua comercialização.

Segundo Fernanda Machado, a organização que lidera tem objectivos bem definidos garantindo a comercialização dos frutos «de todos os accionistas que são produtores». Os produtores actuais «vão comercializando com algumas entidades que já existem, mas sem regras claras», alertou a dirigente, observando que futuramente é necessário obedecer a determinadas regras para que os frutos produzidos no território nacional possam entrar «no mercado europeu».

A nova organização de produtores, que pretende ajudar e apoiar os criadores de pequenos frutos a comercializarem o seu produto com mais vantagens, também aponta que no próximo quadro comunitário «podem beneficiar de apoios» os agricultores que «estiverem integrados numa organização de produtores».

O presidente da Associação de Agricultores para a Produção Integrada de Frutos da Montanha, José Assunção, referiu à Lusa que na região da Guarda «há vários projectos aprovados» no sector da produção de frutos vermelhos, como mirtilo, framboesa, groselha e amora, daí a necessidade de os agricultores serem esclarecidos «sobre as fraquezas e as forças» para «saberem onde querem ir».

Fonte: Confagri

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INE: Rendimento da Actividade Agrícola deverá aumentar 4,5% em 2013

16 de Dezembro de 2013 in Hortinet

De acordo com a primeira estimativa das Contas Económicas da Agricultura para 2013, o Rendimento da actividade agrícola em Portugal, por unidade de trabalho, deverá aumentar 4,5%, em termos reais, relativamente a 2012. A evolução nominal do VAB (+9,6%) foi determinante na evolução deste indicador, atenuando o impacto do decréscimo previsto dos Outros subsídios à produção (-11,4%). O Volume de mão-de-obra agrícola deverá observar um decréscimo de 0,5%.

O Instituto Nacional de Estatística divulga a primeira estimativa das Contas Económicas da Agricultura (CEA) para o ano de 2013. Em conformidade com o regulamento das CEA1, até 31 de Janeiro de 2014 será efectuada uma segunda estimativa, a disponibilizar também no Portal do INE, na área de divulgação das Contas Nacionais (secção das Contas Satélite).

1. Principais resultados para 2013

Perspectiva-se, para 2013, um aumento de 4,5% do Rendimento da actividade agrícola em Portugal, por unidade de trabalho, em termos reais, relativamente a 2012 (o denominado “Indicador A” no Regulamento das CEA). Para a evolução observada foi determinante o crescimento nominal do Valor acrescentado bruto (VAB) a preços de base (+9,6%), que mais que compensou o decréscimo estimado para os Outros subsídios à produção (-11,4%). Verificou-se uma ligeira redução do Volume de mão-de-obra agrícola (VMOA) (-0,5%).

 Produção do ramo agrícola observou um crescimento nominal (+3,1%), prevendo-se, para 2013, um ligeiro decréscimo em volume (-0,1%) e um aumento dos preços base (+3,2%). Estas evoluções reflectem variações distintas das componentes da produção, com a Produção vegetal a apresentar aumentos em volume (+3,7%) e de preço (+3,9%), e a Produção animal a registar um decréscimo de volume (-4,4%) e um aumento dos preços de base (+2,5%).

Os acréscimos positivos em volume na Produção vegetal ficaram a dever-se essencialmente ao bom desempenho nos cereais (+9,9%), plantas forrageiras (+10,0%) e frutos (+8,5%). O aumento dos preços ocorreu principalmente nos vegetais e produtos hortícolas (+5,5%), batata (+80,0%) e frutos (+5,9%).

A Produção animal deverá registar uma diminuição em volume, reflectindo essencialmente o efeito desfasado da seca de 2012 (que prejudicou os nascimentos no ano subsequente) e a adaptação às novas normas de bem-estar animal da UE sobre os suínos. Estimam-se decréscimos em volume na produção de bovinos (-11,0%), suínos (-5,7%) e ovinos e caprinos (-5,5%). Em sentido oposto, estima-se que os preços aumentem devido principalmente à evolução observada nos suínos (+9,1%), nas aves de capoeira (+5,7%) e no leite (+6,5%), que mais que compensarão a diminuição dos preços dos bovinos (-3,0%) e dos ovos (-32,9%). Apesar do aumento dos preços, a intensidade da redução em volume deverá conduzir a uma diminuição da produção animal em termos nominais (-2,0%).

No Consumo intermédio deverá verificar-se um ligeiro decréscimo nominal (-0,2%), com uma variação negativa do volume (-2,6%), em resultado maioritariamente da redução registada nas sementes e plantas (-10,0%), alimentos para animais (-4,7%) e produtos fitossanitários (-4,1%). Para a evolução positiva dos preços (+2,4%) contribuíram fundamentalmente os acréscimos nos alimentos para animais (+5,9%) e nos produtos fitossanitários (+7,2%).

O VAB deverá observar uma variação positiva em 2013, não apenas em termos nominais (+9,6%), como também reais (+4,8%). Recorde-se que em 2012, se verificou uma redução real (-2,4%).

2. Produção do ramo agrícola 

Comparativamente ao ano agrícola anterior, marcado pelo Inverno mais seco dos últimos oitenta anos, o ano agrícola de 2012/2013 caracterizou-se por um inverno normal, em termos de temperatura e precipitação, embora marcado pela ocorrência de temporais com precipitação e ventos muito fortes, causadores de grandes danos à actividade agrícola. A primavera foi fria e chuvosa e o verão muito quente e seco.

Em termos globais, a Produção do ramo agrícola deverá registar um decréscimo ligeiro (-0,1%) em volume e um acréscimo em termos nominais (+3,1%). Estas evoluções reflectem variações distintas das componentes da produção, com a Produção vegetal a aumentar (3,7% em volume e 7,8% em valor) e a Produção animal a diminuir (-4,4% em volume e -2,0% em valor).

2.1 Produção vegetal 

O acréscimo nominal estimado para a Produção vegetal (+7,8%), em 2013, é, sobretudo, resultado de aumentos em valor das plantas forrageiras (+13,0%), vegetais e produtos hortícolas (+2,9%), batatas (+78,6%) e frutos (+15,0%). Nestas culturas verificou-se uma subida generalizada dos preços de base. Os cereais, as plantas forrageiras e frutos, graças às condições edafoclimáticas, apresentaram também acréscimos em volume.

O excesso de precipitação e as temperaturas abaixo dos valores normais perturbaram o desenvolvimento vegetativo dos cereais de outono/inverno. Relativamente aos cereais de primavera/verão, o arroz foi prejudicado pela baixa temperatura, enquanto o milho, beneficiando da abundância de água, registou aumentos de produtividade. Globalmente, a produção de cereais registou um acréscimo de 9,9% em volume, embora os preços de base tenham observado um decréscimo significativo (-25,0%), em consequência fundamentalmente da diminuição do preço do milho (-29,0%).

O ano de 2013 proporcionou um bom desenvolvimento vegetativo das plantas forrageiras, contrariamente ao ano anterior, em que foram significativamente afectadas, não tendo havido dificuldade na alimentação das diferentes espécies pecuárias. É, assim, expectável um aumento em volume (+10,0%) e em preço (+2,7%).

A produção de vegetais e produtos hortícolas deverá registar uma redução em volume (-2,4%), mais que compensada pela subida do preço (+5,5%). Com efeito, as condições meteorológicas de 2013 não foram favoráveis à produção de tomate (-16,6% em volume), o que, pela sua importância relativa na produção nacional de hortícolas, teve reflexos na produção total deste grupo de culturas.

A produção de batatas registou uma ligeira diminuição em volume (-0,8%) e um aumento expressivo do preço (+80,0%). A perspectiva de uma má campanha de batata, com dificuldades de sementeira dado o excesso de humidade no solo, provocou um acréscimo pronunciado do preço, em particular da batata de conservação.

Para a produção de frutos é estimado um acréscimo de 8,5% em volume e de 5,9% em preço. Os frutos que revelaram maiores aumentos de produtividade, e que concorreram para este aumento em volume, foram a maçã, a pera e a azeitona. Para estas espécies, o desenvolvimento do fruto decorreu com normalidade, tendo, no caso da maçã, sido atingida a melhor campanha da última década.

Em relação ao vinho, e apesar da ocorrência de chuva na última semana de setembro, é esperada uma produção superior à do ano anterior, quer em volume (+1,1%), quer em preço (+0,2%).

Relativamente ao azeite, prevê-se um acréscimo de produção em volume (+17,2%), dado que o aumento da quantidade de azeitona apanhada na presente campanha foi significativo (+17,9%). O preço não deverá registar alterações significativas.

2.2 Produção animal 

Estima-se que a Produção animal observe um decréscimo nominal de 2,0% em 2013, destacando-se os decréscimos nominais nos bovinos (-13,7%) e nos ovos (-31,3%). Em termos globais, o volume da Produção animal deverá diminuir (-4,4%) e os preços de base deverão crescer (+2,5%).

Em relação aos bovinos, perspectivam-se decréscimos em volume (-11,0%) e de preço (-3,0%). Para a evolução em volume deverá concorrer a diminuição do número de vacas leiteiras e de vitelos. Esta redução resultou do período de carência alimentar característico de um ano de seca (2012), que prejudicou as vacas aleitantes e penalizou os nascimentos em 2013. A variação negativa do preço de base é consequência da diminuição do montante pago de Subsídios aos produtos (-25,3%).

Para 2013 é expectável um decréscimo em volume e um aumento do preço na produção de suínos (-5,7% e +9,1%, respectivamente). A redução do número de animais está associada a remodelações nas explorações agrícolas impostas pela implementação das normas de bem-estar animal da UE (em vigor desde 1 de Janeiro de 2013).

A produção de aves de capoeira deverá observar um acréscimo ligeiro (+0,5%) em volume e mais significativo (+5,7%) em preço. Relativamente aos ovos, as estimativas apontam para um incremento em volume (+2,5%) e um decréscimo expressivo do preço (-32,9%). Efectivamente, em 2012 tinham-se registado preços muito elevados nos ovos, na sequência de uma redução da produção, causada pelas medidas de adaptação às novas regras de bem-estar animal (instalação de novas gaiolas).

A previsão da produção de leite para 2013 aponta para uma diminuição em volume (-5,0%) e um aumento do preço de base (+6,5%). O volume de produção foi condicionado pelas condições meteorológicas desfavoráveis para a produção de leite (onda de calor no verão), pela redução de apoios e perspectiva de abolição do sistema de quotas em 2015. A escassez de leite e a subida de preço constituem aspectos generalizados na UE.

3. Consumo intermédio 

O Consumo intermédio (CI) do ramo agrícola deverá registar, em 2013, um decréscimo nominal ligeiro face a 2012 (-0,2%), resultante de uma diminuição do volume (-2,6%) e de um aumento dos preços (+2,4%).

Para a variação negativa do volume deverão contribuir, com maior significado, as sementes e plantas (-10,0%), os produtos fitossanitários (-4,1%) e os alimentos para animais (-4,7%). As condições edafoclimáticas originaram um aumento da disponibilidade de alimentos simples frescos (prados, pastagens e forragens), reduzindo a necessidade de recurso a alimentos compostos, que foi limitado à produção de leite e à engorda intensiva. Os aumentos de preço deverão ser mais acentuados nos produtos fitossanitários (+7,2%) e nos alimentos para animais (+5,9%).

Estima-se, para 2013, um aumento dos preços na produção superior ao registado no CI (+3,2% e +2,4%, respectivamente), pelo que, no que se refere à relação de preços entre a produção e os consumos correntes da actividade, se prevêem condições mais favoráveis para o produtor agrícola do que em anos anteriores. Com efeito, na maioria dos anos desde 2000, o crescimento dos preços do CI tem superado o crescimento da produção.

4. Valor Acrescentado Bruto (VAB) 

Contrariamente à tendência observada desde 2000, perspectiva-se uma variação positiva do VAB do ramo agrícola para 2013, quer em termos nominais (+9,6%), quer em termos reais (+4,8%). Relativamente ao peso do VAB do Ramo Agrícola na economia nacional, após uma trajectória descendente, em 2013, à semelhança do que sucedeu em 2012, é possível observar um acréscimo de importância relativa no VAB nacional.

5. Subsídios 

Estima-se que o montante de subsídios pagos à actividade agrícola em 2013 diminua 14,0% face a 2012 (ano em que foram pagos subsídios ainda referentes a 2011, tendo registado, por isso, um valor muito elevado). Prevê-se uma diminuição de 24,3% nos Subsídios aos produtos, e uma redução de 11,4% nos Outros subsídios à produção (v. notas metodológicas).

A diminuição nos Subsídios aos produtos encontra-se associada à progressiva integração no Regime de pagamento único (RPU) (classificado nas CEA como Outros subsídios à produção) dos apoios directos anteriormente concedidos aos agricultores ao abrigo de diferentes regimes. Especificamente, para 2013, não foram já contabilizados montantes de pagamentos por superfície aos frutos de casca rija e de pagamento específico para o arroz, e foram substancialmente reduzidos o pagamento transitório ao tomate para transformação, o prémio ao abate de bovinos adultos e o prémio ao abate de vitelos, como consequência da integração destas ajudas no RPU em 2012.

Apesar do alargamento do âmbito do RPU desde 2012, com a integração das ajudas mencionadas, estima-se, para 2013, uma diminuição dos Outros subsídios à produção, já que, como foi anteriormente referido, o nível de 2012 tinha sido particularmente elevado.

6. Indicador de Rendimento

Perspectiva-se, para 2013, um acréscimo do Rendimento dos factores na agricultura (+5,5% em termos nominais e +4,0% em termos reais2), reflectindo fundamentalmente o aumento nominal do VAB (+9,6%), dado que é estimada uma variação negativa para os Outros subsídios à produção (-11,4%). A evolução positiva do Rendimento real dos factores, associada a uma ligeira redução do Volume de mão-de-obra agrícola (-0,5%), deverá conduzir a um acréscimo de 4,5% do Índice do rendimento real dos factores na agricultura por unidade de trabalho ano (indicador A). Contudo, tomando como referência o ano 2000, é possível constatar que, apesar da recuperação observada em 2012 e 2013, o indicador ainda se encontra abaixo dos valores observados no início da série.

7. Comparação internacional 

Quando comparado o peso do VAB agrícola no VAB nacional entre os triénios 2000-2002 e 2010-2012 nos diferentes Estados Membros3, observa-se um comportamento relativamente homogéneo, com uma redução generalizada desse indicador na UE27. No triénio 2010-2012, Portugal apresenta um rácio superior ao da média da União Europeia, mas inferior ao de outros países mediterrânicos, como Espanha, Grécia ou Itália.

Confrontando a evolução do Rendimento da actividade agrícola por UTA (indicador A) entre os triénios de 2000-2002 e 2010-2012 para os diversos países da UE274, constata-se que o Rendimento da actividade agrícola em Portugal evoluiu de forma menos favorável do que a média dos Estados Membros, mas mais vantajosa do que outros países com agricultura de cariz mediterrânico, como Espanha e Itália.

1 - Reg. (CE) N.º 138/2004 de 5 de Dezembro de 2003, actualizado pelo Reg. (CE) N.º 212/2008, de 7 de Março de 2008.

2 – Foi utilizada a variação do deflactor do PIB das Contas Nacionais Trimestrais referentes ao primeiro semestre de 2013, que corresponde a 1,4%.

3 – Informação das CEA extraída da Base de Dados do Eurostat a 9 de Dezembro de 2013, com data da última actualização de 28 de Outubro de 2013.
http://epp.eurostat.ec.europa.eu/portal/page/portal/agriculture/data/database
Informação do VAB nacional dos Estados Membros extraída da Base de Dados do Eurostat a 9 de Dezembro de 2013
http://epp.eurostat.ec.europa.eu/portal/page/portal/national_accounts/data/database e informação para Portugal em concordância com a publicação das Contas Nacionais Trimestrais publicadas a 9 de Dezembro de 2013.

4 – A Croácia não foi considerada, por não dispor de informação relativa às CEA anteriores a 2005.

Fonte:  INE

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por FNOP

Frio favorece produtores de maçã de Viseu

11 de Dezembro de 2013 in Hortinet

As temperaturas baixas têm levado à formação de geadas durante a noite, o que para os produtores de maçã de Viseu é um indicador de uma boa floração no próximo ano. Por isso, para a produção de 2014 o frio é bem-vindo.

Veja a reportagem aqui >>