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O boom da framboesa algarvia na Europa

2 de Julho de 2013 in Hortinet

Trata-se de uma breve sinopse da organização de produtores Madre Fruta e do Grupo Hubel, sua participada.

O caso já vai sendo conhecido, mas nunca é demais deixar alguns números de uma das empresas de produção agrícola nacionais com maior sucesso:

- 40 milhões de euros de framboesa produzidos por ano;

- 630 toneladas de produção de framboesa por campanha;

- 40 hectares instalados de cultivo daquela cultura (65 hectares previstos para 2014);

- 90% de produção para exportação;

- Principais mercados: Bélgica, Suécia, Noruega, Holanda, Finlândia e Luxemburgo.

Artigo para ler na Gazeta da Europa, aqui (página 34)

Também a revista Agrotec publicou no seu n.º3 uma entrevista ao engenheiro Humberto Teixeira. Pode relê-la aqui (página 6).

Fonte: Agrotec

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72% dos portugueses ponderam comprar diretamente aos produtores nos próximos anos

2 de Julho de 2013 in Hortinet

Apenas 28% dos consumidores portugueses não manifestam intenções de abordar diretamente os produtores, para adquirir determinados produtos, sem passar pela distribuição. Esta é uma das principais conclusões de um estudo do Observador Cetelem sobre o futuro do consumo na Europa.

Segundo este mesmo estudo, apesar da maioria dos consumidores portugueses estarem interessados no contacto direto com o produtor, pouco mais de metade (58%) pensam em privilegiar os comércios independentes, as pequenas lojas de bairro, os artesãos ou os feirantes. Uma intenção que acompanha a tendência europeia: 60% dos europeus afirmam estarem prontos para privilegiar o comércio de proximidade, ainda que esta apareça mais vincada nos países da Europa de Leste (Hungria: 72%; Roménia: 68%; Eslovénia: 66%).

O estudo do Observador Cetelem alerta ainda para o facto de que estes números não significam o fim das grandes superfícies, mas assiste-se a uma clara tomada de consciência dos consumidores sobre o seu papel a desempenhar na distribuição. Atualmente, 55% dos Europeus já compraram uma vez a um produtor e estima-se que serão perto de oito consumidores em cada 10 a fazê-lo, nos próximos anos.

“A intenção existe e é uma tendência que deverá aumentar nos próximos anos. Resta saber com que frequência, os consumidores europeus vão privilegiar comprar aos seus pequenos produtores, em vez de passar pelos distribuidores. Longe da ideia de anunciar o encerramento dos distribuidores: os europeus estão ainda ligados a estes, sobretudo na Europa Ocidental, mas as consciências evoluem, e os consumidores escolhem cada vez mais outros circuitos”, afirma Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing do Cetelem em Portugal.

Fonte: Vida Rural

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Sector do tomate em risco de perder mais de 80% dos apoios

24 de Junho de 2013 in Hortinet

A Associação dos Industriais de Tomate alertou ontem que a fileira do tomate corre o risco de perder 86% dos fundos comunitários, o que vai fazer com que Portugal deixe de ser um dos maiores exportadores do mundo.

“Cultivar um hectare de tomate tem um custo médio de 5 a 6 mil euros, o que a torna numa das produções mais caras da nossa agricultura. A concretizar-se o pior cenário no Conselho de Ministros da Agricultura de 24 e 25 de Junho, os apoios comunitários serão drasticamente reduzidos (menos 86%)”, sublinhou, em comunicado, a Associação dos Industriais de Tomate.

Esta estrutura alertou que, nesse caso, muitos produtores vão abandonar esta cultura em favor de outras mais baratas e com mais apoios comunitários.

Uma eventual redução dos fundos da União Europeia significa, segundo a mesma fonte, que fica em causa um sector que exporta 85% da produção e em que Portugal “é o 4.º maior exportador mundial e o segundo país do mundo com melhor rendimento agrícola”, num volume de negócios superior a 280 milhões de euros.

Por esse motivo, o secretário-geral da Associação dos Industriais de Tomate, Miguel Cambezes, apela a “uma defesa intransigente do sector” pelo Governo no Conselho de Ministros europeu de segunda e terça-feira.

Fonte: Agroportal

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Agricultura. Exportações só cobrem 48,4% das importações

14 de Junho de 2013 in Hortinet

Cavaco Silva demorou a perceber a importância do sector primário na riqueza do país, que apresenta um défice de 1,3 mil milhões de euros
Olhem para o que eu digo e não para o que eu fiz. O Presidente da República aproveitou o 10 de Junho para apontar alguns desígnios para o país pós-troika, elegendo a agricultura e o mar como dois dos sectores que mais podem contribuir para a saída da crise. “O mar, desde logo”, e a agricultura, “que alguns sustentam ter sido destruída depois da adesão de Portugal às Comunidades”, durante a governação cavaquista, mas que agora “constitui um domínio crucial para a sustentabilidade da soberania económica, para o desenvolvimento harmonioso do território e para a qualidade de vida das populações”. Cavaco olhou também para o último boletim estatístico do INE sobre o sector para salientar ainda que “hoje temos um nível elevado de auto-suficiência alimentar, situado nos 81 por cento”.
Cavaco 2012 O discurso foi radicalmente diferente daquele que fez em 2012, no qual reconheceu que “é necessário olhar para o que esquecemos nas últimas décadas e ultrapassar os estigmas que nos afastaram do mar, da agricultura e até da indústria, com vista a produzirmos, em maior gama e quantidade, produtos e serviços que possam ser dirigidos aos mercados externos”.
Cavaco 2011 Nesse ano, o antigo primeiro-ministro, igualmente no discurso do 10 de Junho, todo ele marcado por um tom de que os portugueses devem ser realistas, o presidente foi ainda mais longe, referindo que “há que dar uma especial atenção ao mundo rural. Ninguém pense que Portugal pode ser um país auto- -suficiente do ponto de vista agro-alimentar. Aliás, nunca o foi ao longo da sua história”. Ainda nesse ano, o cenário de Cavaco para o sector era negro. Num artigo de opinião publicado no “Expresso” a 10 de Junho, refere que apesar de todos os partidos políticos referirem como objectivo a agricultura nos seus programas, “os resultados, completamente contrários aos objectivos, estão à vista. Os jovens agricultores com menos de 35 anos representam apenas 2% e com menos de 45 anos apenas 10% do número total de agricultores portugueses. Além disso, estes valores têm-se vindo a agravar de ano para ano. Entre 1999 e 2009 (entre os dois últimos recenseamentos) a redução dos jovens até 35 anos foi de 60% e entre 35 e 45 anos foi de 51%. Alguma coisa estará, portanto, a impedir o sucesso das políticas públicas nesta matéria e a merecer uma atenção aprofundada, de modo que possamos rapidamente inverter a tendência e melhorar a situação”.
Os 81% de auto-suficiência Contradições à parte, no discurso de segunda-feira, Cavaco omitiu uma parte da realidade. A importância dada aos 81% de auto -suficiência alimentar sobrepôs-se ao facto de o saldo da balança comercial dos produtos agrícolas ter apresentado um défice de 1,3 mil milhões de euros e uma taxa de cobertura de apenas 48,4% entre 2006 e 2011. E que se mantém uma elevada dependência externa em cereais e oleaginosas, representando as importações destas commodities 42,4% do valor global das importações de bens agrícolas. Em simultâneo, a dependência externa destes produtos tem-se agravado, com as importações a aumentarem em média 10,3% ao ano para os cereais e 12% para as oleaginosas.
Importam-se mais animais vivos Nesses cinco anos registaram-se também aumentos, ainda que menos acentuados, nas importações de animais vivos (4,9% ao ano, em média) e de batata (1,7% ao ano, em média), sendo os frutos frescos e o azeite a nota positiva do lado das importações, com as transacções a diminuírem de 2006 para 2011.
Neste período, ainda segundo o boletim do INE, observaram-se crescimentos médios anuais em ambos os fluxos do comércio internacional (6,3% para as importações e 7,7% para as exportações), particularmente significativos no mercado extra-UE.
No entanto, apesar de o ritmo de crescimento das exportações ter sido superior ao das importações, o saldo da balança comercial dos produtos agrícolas agravou-se nesse período devido à diferença de nível absoluto entre os dois fluxos.
Fonte: ionline
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Preços pagos à produção são ‘injustos e desiguais’

29 de Maio de 2013 in Hortinet

Os preços pagos à produção são “injustos e desiguais” e este facto pode comprometer o desenvolvimento da fruticultura nacional. A afirmação é de Jorge Soares, produtor e presidente da Associação Portuguesa de Produtores de Maçã de Alcobaça, que refere mesmo que as cotações nacionais são as mais baixas na média europeia.

Este responsável abriu o debate sobre a adaptação da produção nacional aos novos desafios do mercado no âmbito do I Congresso Internacional de Frutas, Legumes e Flores, promovido pela Portugal Fresh.

Jorge Soares alertou que “só com um preço justo conseguiremos desenvolver a economia com criação de valor” e revelou que a sensibilização do consumidor, regulação do mercado, valorização justa e criação de valor são os quatros grandes desafios a superar no futuro próximo.

Armando Torres Paulo, presidente da Associação Nacional dos Produtores de Pera Rocha também reiterou a necessidade de praticar “um preço justo” e referiu que as organizações de produtores são uma peça fundamental para defender os fruticultores. Torres Paulo insistiu ainda na ideia de que o Estado só deve entregar apoios “apenas a quem tenha capacidade de os multiplicar”, defendendo assim a concentração de produção e ganhos de escala.

Veja a reportagem completa na edição de junho da VIDA RURAL.

Fonte: Vida Rural

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Produtores de cereja de Resende antecipam quebra de 50% na produção

24 de Maio de 2013 in Hortinet

O concelho de Resende, no Norte do distrito de Viseu, deverá registar este ano uma quebra de cerca de 50% na produção de cereja, provocada pela chuva e pela geada, segundo estimativas dos produtores.

“Nos últimos anos o concelho tem produzido cerca de quatro mil toneladas de cereja, mas este ano a produção diminuiu 45 a 50%”, explicou à agência Lusa o presidente da associação de promoção CER Resende – Cerejas de Resende, Rogério Silva.

O facto de ter chovido durante muito tempo e de ter ocorrido geada na altura da floração levou à diminuição da produção de cereja neste município ribeirinho ao Douro.

Fonte: Agroportal

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Japoneses vão produzir tomate em Alqueva

20 de Maio de 2013 in Hortinet

Os japoneses do grupo agroalimentar Kagome são os mais recentes  ‘inquilinos’ da maior zona de regadio do país, pois acabaram de assinar um  memorando de entendimento com a AICEP – Agência para o Investimento e Comércio  Externo de Portugal, que prevê um investimento na produção de tomate.

A Kagome já comprou uma participação numa empresa portuguesa do  sector e vai também construir um centro de investigação na área do tomate no  Alentejo.

Leia mais na edição de 18 de maio do Expresso.

Fonte: Expresso

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Madeira: Produção de limão tem vindo a crescer e atingiu as 1.242 toneladas em 2012

6 de Maio de 2013 in Hortinet

A produção de limão tem vindo a crescer nos últimos anos na Região, tendo, o ano passado, atingido as 1.242 toneladas.

O número foi avançado ontem pelo Director Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Madeira, na abertura da XII Exposição Regional do limão, que decorreu este fim de semana na Freguesia da Ilha, Concelho de Santana. Segundo revelou Bernardo Araújo, em 2012 foram contabilizados 720 produtores, 81 hectares de área de produção e 1.242 toneladas, com um valor de 1.055.000 euros.

Comparativamente há 10 anos atrás, verificou-se um aumento de 50 por cento na produção. Por outro lado, o valor da produção subiu 86 por cento, passado dos 568 mil euros há 10 anos, para os referidos 1.055.000 euros actuais.

O Director Regional da Agricultura adiantou, por outro lado, que há uma maior área de plantações, sendo que de 2011 para 2012 passou-se de 78 hectares para 81. Embora este ano ainda não haja números relativos à produção, o responsável disse que perspectiva-se que este ano seja «pelo menos tão bom» quanto o transacto.

Também ao nível da produção biológica tem havido um crescimento. Enquanto que em 2011 havia oito produtores biológicos, o ano passado existiam nove. Neste momento, avançou Bernardo Araújo, existem «seis ou sete» projectos em análise para conversão de explorações, pelo que se prevê um acréscimo de produção nos próximos tempos. Refira-se que o preço é um factor que estimula a produção biológica, já que é sensivelmente 50 por cento superior ao da produção convencional.

Outro dado importante prende-se com o facto de a importação de limão ter decrescido. De acordo com o governante, nos últimos cinco anos registou-se uma redução de 32 por cento nas importações, passando de 528 toneladas para 359.

Por seu turno, o presidente da Casa do Povo da Ilha, entidade que organiza o certame, sustentou que este é um evento onde é enaltecido o trabalho dos agricultores locais e onde é realçada a importância do limão na actividade agrícola local.

Além disso, António Trindade referiu que esta é uma forma de dinamizar e divulgar aquela freguesia, tornando-a menos pacata e mais animada nestes dois dias.

Fonte: Agroportal

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Tomate pode exportar mais, mas precisa de seguro específico

23 de Abril de 2013 in Hortinet

A fileira do tomate quer um seguro de colheita específico para o sector, com prazo e cobertura alargados, defendendo que só assim será possível aumentar a produção e exportar mais.

Indústria e organizações de produtores (OP) estão unidos nesta objectivo e vão pedir à ministra da Agricultura, Assunção Cristas, que medeie “uma reunião com uma ou duas companhias mais próximas desta questão” para avançar com uma proposta, disse à Lusa, o secretário-geral da Associação dos Industriais do Tomate (AIT), Miguel Cambezes.

“Queremos um seguro específico para o sector do tomate, adaptado às realidades necessárias para a boa prática agrícola e em que os produtores se comprometem a que a maioria dos seus membros vai contratar este seguro”, acrescentou.

Quanto ao aumento de custos que o seguro representaria para as OPs e para as unidades industriais “terá de ser repartido de forma que será negociada, de forma a poder captar todas as verbas comunitárias que possam ser alocadas ao pagamento deste prémio”.

Portugal é o quarto maior exportador mundial de tomate transformado e vende ao estrangeiro 95% da produção total, mas “há margem para progredir”, considera a AIT.

“O sector do tomate em Portugal tem vindo a crescer entre 3 a 5% nos últimos 20 anos e tem potencialmente margem de progressão. Exportamos hoje em dia 250 milhões de euros com 80% de valor acrescentado, mas poderíamos e deveríamos exportar mais”, considerou o mesmo responsável.

Para isso, é preciso alargar a duração da campanha.

“O problema é que o produtor não quer arriscar, a não ser que tenha uma rede por baixo, ou seja, um seguro de colheita estendido até 15 de Outubro e que inclua o risco de chuvas persistentes”, continuou.

As companhias fazem normalmente seguros até ao dia 30 de Setembro e excluem esta cobertura, mas incluem outras, como o granizo, consideradas desnecessárias face à época do ano, o que cria “um sistema perverso”.

“Como os seguros não são adequados às necessidades, a maior parte das organizações de produtores não os faz e como estas não os fazem, as companhias de seguros dizem: então, o resto, também não fazemos”, explicou o secretário-geral da AIT.

A campanha do tomate durava três meses, mas foi sendo reduzida para dois, devido à concentração da oferta e à modernização tecnológica e aumento da capacidade que resultaram de um investimento de 60 milhões de euros feito na última década.

“O nosso objectivo é produzir mais, melhor, com menos custo e com maior eficiência ambiental e energética”, salientou Miguel Cambezes.

Questionado sobre o impacto do mau tempo sobre a produção adiantou que, apesar da chuva ter atrasado as plantações cerca de três semanas, ainda não há motivos para alarme.

“Estamos preocupados com o atraso na plantação, mas preocupados não é a mesma coisa que alarmados. Estamos a monitorizar a questão com muita atenção, estamos a pôr os nossos departamentos agrícolas ao serviço das OP para poder recuperar, senão a totalidade, uma parte do atraso”, adiantou Miguel Cambezes.

O mesmo responsável lembrou que, em 2012, as plantações também começaram tarde e acabou por ser “um ano excepcional”.

A haver implicações, prendem-se essencialmente com a credibilidade.

“Quando começamos uma campanha temos uma quota significativa do tomate vendido, temos clientes regulares e que se abastecem junto de nós. À medida que vamos aumentando o risco de não ter tomate, estamos a aumentar o risco de não sermos capazes de cumprir os nossos compromissos e aí a nossa credibilidade negocial e contratual fica afectada”, admitiu.

Fonte: Notícias ao minuto

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Capital do mirtilo quer jovens agricultores em terrenos abandonados

22 de Abril de 2013 in Hortinet

Entre as serras de Sever do Vouga, distrito de Aveiro, cultiva-se um arbusto de popularidade crescente que se espera que acabe com “os terrenos sem gente e a gente sem terra.”

A ideia partiu de várias associações de agricultores locais em articulação com a autarquia severense, decidida a rejuvenescer o concelho ao cativar jovens agricultores para a plantação do mirtilo, através da criação de uma “bolsa de terras.”

“Este conceito, no fundo, consiste em aproveitar terras que estão abandonadas, dando-lhes um destino para quem tem interesse em explorar a agricultura e torná-la um negócio”, disse à Lusa José Martino, engenheiro agrónomo responsável por este canal de entendimento entre potenciais agricultores e proprietários de terrenos abandonados.

O microclima de Sever do Vouga é particularmente propício ao cultivo daquelas bagas silvestres, algo que foi estudado e confirmado “há cerca de 20 anos, quando uma fundação holandesa decidiu, na sequência de um apoio que prestava à companhia leiteira local, fazer experiências com a plantação de mirtilos e outros pequenos frutos”, explicou à Lusa o autarca Manuel Soares.

“A agricultura de subsistência, e sobretudo a cultura intensiva de milho, não dava qualquer rendimento aos agricultores”, recordou o presidente da Câmara, referindo que “começou a verificar-se que o mirtilo era uma boa fonte de rendimento para as famílias”, apesar de acontecer num concelho “sobretudo de minifúndio, ao socalco e em terras de pequena dimensão.”

“A verdade é que muita gente começou a viver da cultura do mirtilo”, constata Manuel Soares, pelo que participou da fundação da Associação para a Gestão, Inovação e Modernização de Sever do Vouga (AGIM), com técnicos que prestam apoio aos jovens agricultores e àqueles que pretendam fazer a plantação do mirtilo, nas “condições técnicas adequadas” e elegíveis para eventuais candidaturas aos fundos europeus do ProDeR.

“Isto começou a ter muito sucesso — há muitos produtores em Sever do Vouga e em toda a região — e pensámos que para aqueles jovens agricultores que hoje estão a regressar às terras mas não têm terrenos, seria bom fazer um protocolo com a Fundação Bernardo Barbosa de Quadros [proprietária dos cerca de 45 hectares de terreno disponível] e a AGIM”, explicou o presidente da Câmara.

Segundo o engenheiro agrónomo José Martino, “o trabalho da AGIM é recolher os contactos de quem está interessado, mostrar as terras e ajudar a definir os investimentos necessários”, de modo a obter “uma plantação de mirtilos bem instalada e que possa ter uma alta produtividade e com alta qualidade, como é o timbre de Sever do Vouga.”

José Martino é também subscritor de “uma petição na internet por uma bolsa de terras pública”, pelo que considera a experiência de Sever do Vouga “uma espécie de tubo de ensaio” sobre o que entende que deve ser “uma bolsa de terras nacional”, que já aguarda uma legislação complementar sobre o seu funcionamento.

O engenheiro agrónomo sublinha que “esta bolsa de terras só funciona enquanto houver terra”, que é atribuída “por ordem de prioridade” da chegada das candidaturas e que cessa até que apareçam novos terrenos.

Ainda que cultivado na autoproclamada Capital do Mirtilo, este fruto silvestre azulado “não era conhecido em Portugal até aqueles holandeses aparecerem”, considerou o autarca Manuel Soares, pelo que “inicialmente, e ainda até há poucos anos, praticamente todo o fruto era exportado para França, Bélgica e a Holanda.”

Só com a realização da Feira do Mirtilo é que o fruto “começou a ser conhecido” em Portugal e de acordo com o edil severense “hoje há já uma grande procura deste pequeno bago, sobretudo pela curiosidade científica de muita gente ligada à medicina, por força de o fruto ser considerado o rei dos antioxidantes”, mas também pela “grande variedade de pratos culinários que se fazem com o mirtilo.”

O lançamento e a apresentação da bolsa de terras de Sever do Vouga acontecem a 24 de abril na sede da AGIM, perto do centro do concelho, onde será explicado o seu funcionamento e apresentado um programa de negócios para a produção e rentabilidade do mirtilo.

Fonte: Agroportal