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Sonae compra 527 milhões de euros em perecíveis a produtores nacionais

15 de Novembro de 2013 in Hortinet

A Sonae aumentou em cerca de 3,5% as compras a produtores nacionais na área dos perecíveis, que representam cerca de 527 milhões de euros para os produtores portugueses.

Luís Moutinho, CEO da Sonae MC, refere que “num contexto económico difícil, a Sonae e o Continente reforçaram a sua relação com os produtores nacionais, contribuindo com o seu investimento e conhecimento para o desenvolvimento em Portugal de uma indústria agroalimentar competitiva, eficiente e inovadora. As compras a produtores nacionais representaram cerca de 80% do total na área dos perecíveis e ajudaram muitas empresas agroalimentares e pequenos produtores a desenvolver a sua atividade com segurança.”

De acordo com o comunicado divulgado pela Sonae, também o Clube de Produtores Continente continuou a sua missão de apoiar os produtores nacionais do setor agroalimentar no desenvolvimento dos seus negócios e de processos de inovação, tendo alargado o seu número de associados em 5% para 266 membros, que incluem produtores individuais, associações de produtores e cooperativas.

O Clube de Produtores Continente foi responsável por compras de cerca de 171 milhões de euros, representando 32% das compras totais a produtores nacionais na área dos perecíveis.

Fonte: Vida Rural

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Técnicos discutiram modelo de orientação para a produção de mirtilo

7 de Novembro de 2013 in Hortinet

Encontro realizado em Guimarães juntou técnicos que analisaram e debateram o documento de orientações técnicas para a produção de mirtilo em solo na região Norte e Centro de Portugal

Cerca de duas dezenas e meia de técnicos reuniram-se na passada terça-feira, dia 5, em Guimarães, para analisar e discutir o documento de orientações técnicas para a produção de mirtilo em solo na região Norte e Centro do país.

O objetivo deste documento, elaborado pela Agim, COTHN e INIAV e discutido com técnicos da fileira, passa por criar um documento que contenha as principais orientações técnicas do que deve ser adotado em Portugal, nas zonas Norte e Centro, para a produção em solo do mirtilo.

Pretende-se, com este documento, elevar o nível do conhecimento técnico na cultura do mirtilo em Portugal e contribuir para criar o consenso possível ao nível dos princípios e orientações básicas desta cultura de modo a elevar o potencial produtivo das plantações em quantidade e qualidade das suas produções e minimizar/reparar os erros de instalação que estão a ser cometidos um pouco por todo o país.

O III Encontro de Técnicos promovido pela Agim neste ano de 2013 começou com uma visita às instalações da Bioberço, em Guimarães, uma exploração que possui cerca de um hectare de plantação de mirtilo, 6.000 metros quadrados de framboesa e 2.000 metros quadrados de groselha. No local, os técnicos trocaram ideias e esclareceram dúvidas com a produtora, Fernanda Machado.

Seguiu-se a análise do documento de orientações técnicas, que foi amplamente discutido e que contou com o contributo de todos os técnicos presentes, o que permitirá obter um documento muito mais rico e completo.

O próximo passo será a elaboração de um documento final com a inclusão das diversas sugestões apresentadas pelos técnicos.

Este III Encontro de Técnicos foi realizado no âmbito do projeto Cluster Pequenos Frutos, em parceria com o COTHN e o INIAV. A Agim, o COTHN e o INIAV agradecem a colaboração de todos os técnicos presentes neste encontro.

A Agim prepara já um plano para 2014 que contará com a realização de três encontros de técnicos, estando o próximo agendado para março do próximo ano na região do Algarve e que será dedicado às Orientações Técnicas da Produção de Framboesa em Portugal.

Fonte: Voz do Campo

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Europa tem que aumentar em 40 mil hectares a área de souto

4 de Novembro de 2013 in Hortinet

A Europa precisa de aumentar em 40 mil hectares a área de souto para conseguir responder à escassez de castanha. Quem o diz é José Gomes Laranjo, presidente da Associação Portuguesa da Castanha (RefCast).

Recentemente foi apresentado num encontro da Comissão Europeia da Castanha, em Itália, o “Desafio de Bolonha”.”Este desafio tem a ver com a plantação de 40 mil hectares de souto nos países europeus produtores de castanha (Itália, França, Espanha e Portugal) nos próximos 10 anos”, refere José Gomes Laranjo.

A Europa precisa de “fazer face à escassez do produto”, uma situação que, segundo José Gomes Laranjo, preocupa o setor porque pode “abrir as portas à importação de castanhas de outros países fora do espaço europeu, nomeadamente da China”, um dos maiores produtores mundiais deste fruto.

Uma das causas que tem sido apontada para a quebra de produção é a vespa do castanheiro, uma praga que “está a assolar os soutos em Itália, França e já chegou a Espanha”. Em Portugal, segundo frisou o presidente da RefCast, ainda não foi detetada mas é uma situação que está a causar grandes preocupações.

Esta vespa aloja os seus ovos nos castanheiros, os quais depois de picados não conseguem dar mais fruto.

Fonte: Vida Rural

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Exportações nacionais de frutas e hortícolas crescem nove por cento

25 de Outubro de 2013 in Hortinet

O projecto Portugal Fresh nasceu em 2010 com o objectivo de promover nos mercados nacionais e internacionais a fruta, os legumes e as flores produzidas no nosso país. A aposta tem dado frutos, sobretudo no mercado externo, já que só este ano as exportações deverão ter aumentado nove por cento.

Dar dimensão e potenciar este sub-sector agrícola é uma das principais apostas do projecto. Um objectivo que surge numa altura em que «a produção nacional tem vindo a crescer e a diferenciar-se tanto a nível da diferenciação dos produtos portugueses como da sua qualidade», revela uma fonte da Portugal Fresh ao Boas Notícias.

«O sub-sector das frutas, hortícolas e flores representa um volume de negócios de 2.500 milhões de euros, tendo exportado, em 2012, 920 milhões euros. Representa 36 por cento do sector agrícola e 61 por cento do valor da produção vegetal», acrescenta a mesma fonte.

Uma vez que a crise tem prejudicado o consumo nacional, que representa cerca de 30 por cento das vendas, a exportação é vista como uma «necessidade urgente». Uma aposta que, segundo sublinha a Portugal Fresh, tem sido acertada já que este ano, segundo os dados provisórios, as exportações deverão registar um aumento de nove por cento em relação ao ano anterior.

Os próximos passos do projecto estão, exatamente, relacionados com a ideia de «consolidação de mercados onde as frutas e legumes portugueses são já reconhecidos e consumidos, alargando-os a novos países».

Neste sentido, a Portugal Fresh tem levado dezenas de produtores nacionais a eventos de referência do sector. As feiras Fruit Logistica (Berlim), Fruit Attraction (Madrid), Asia Fruit Logistica (Hong Kong) e a SIAM (Marrocos) foram apenas alguma onde os produtos nacionais marcaram presença.

Além das feiras, o projecto tem realizado missões empresariais como aquela que decorreu na Alemanha ainda este mês, entre os dias 01 a 03 de Outubro, e que contou com a participação de 11 empresas portuguesas.

Fonte: Confagri

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Centenas de horticultores da Póvoa de Varzim com produções destruídas

23 de Outubro de 2013 in Hortinet

O presidente da Associação dos Horticultores da Póvoa de Varzim (Horpozim), Carlos Alberto Lino, disse hoje à Lusa que há centenas de pequenos produtores que ficaram com as culturas destruídas na sequência do mau tempo da noite passada.

“Ainda não contabilizámos [os estragos], mas estamos a falar de centenas de produtores hortícolas que estão afectados, com tudo debaixo de água, que está completamente destruído e que não vão conseguir aproveitar a mais pequena coisa”, disse Carlos Alberto Lino, que lembrou que já este ano os horticultores da região haviam sido atingidos por outras intempéries.

O dirigente da Horpozim disse que estes acontecimentos vão repercutir-se nos mercados e apelou às autoridades para que sejam tomadas medidas no sentido de limpar o rio Alto, que atravessa muitos campos agrícolas e que está “cada vez mais sujo”, havendo até “lugares em que o leito do rio está ao nível dos campos”.

De acordo com Carlos Alberto Lino, as estufas afectadas estavam ainda cheias de produtos hortícolas como nabos, alfaces, cenouras, alhos franceses, pimentos, pepinos, tomates e feijão-verde.

A chuva intensa que caiu durante toda a noite provocou muitas inundações na via pública, em habitações e estabelecimentos comerciais por todo o     distrito do Porto, registando-se uma situação grave na Trofa, com o aluimento de várias ruas.

De acordo com fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), registou-se também muitas inundações em Lavra, com várias vias inundadas em Matosinhos e em Vila do Conde. Por todo o distrito houve ainda o registo de várias quedas de árvores.

Fonte: Agroportal

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Portugal colheu 195.000 t de pêra Rocha

16 de Outubro de 2013 in Hortinet

A colheita de pêra Rocha a nível nacional no ano de 2013 deverá ascender a 195.215 toneladas, segundo uma estimativa da Associação Nacional dos Produtores de Pêra Rocha (ANP). Isto representa um aumento na produção de 41% face a 2012 (+80.600 toneladas) e um decréscimo de 13% (-28.000 t) em relação a 2011.

A ANP estima que a produção dos seus 24 associados corresponda a 82% do total da produção nacional. Segundo os dados finais de colheita, os associados da ANP colheram 160.983 t de pêra Rocha este ano, o que significa um acréscimo de 42,35% face a 2012 (+68.160 t) e uma redução de 4% (-6.500 t).

Em 2013, relativamente aos associados da ANP, espera-se cerca de 53,25% de fruta com calibre inferior a 60 mm (36,5% em 2012) e de 46,85% de fruta com calibre superior (63,5% em 2012). Os principais calibres da campanha são 55-60 (com 32,9%), 60-65 (29,1%) e 50-55 (16,3%). Em 2012, o principal calibre foi 60-65, com 32,8%.

As previsões indicam uma colheita de 1,78 mil milhões de frutos com um peso médio de 109 g, inferior ao de anos anteriores: 125,5 g em 2012 (9 milhões de frutos) e 123,8 g em 2011 (1,8 mil milhões de frutos). Segundo a ANP, «a pêra Rocha encontra-se com todas as suas propriedades e qualidades garantidas, sendo que este ano apresenta um valor de grau Brix elevado, bem como uma concentração de carepa normal». Do total de colheita dos associados da ANP, 99.568 t foram armazenadas em atmosfera controlada e 61.415 t, em frio normal.

A colheita de 2013 começou a 26 de Agosto, o que constitui um atraso de 10 a 15 dias no início da colheita em comparação com 2012.

Fonte: Frutas & Legumes

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Falta de matéria-prima deixa indústria do tomate aquém da capacidade

1 de Outubro de 2013 in Hortinet

A falta de matéria-prima para a indústria da transformação de tomate está a condicionar as fábricas, penalizando o rendimento dos agricultores e dos industriais, lamentou o secretário-geral da associação do sector, Miguel Cambezes.

A “culpa” foi da chuva tardia deste ano, que impediu as plantações na sua época habitual (final de Março).

“Começámos com um atraso de três semanas e as temperaturas, que não foram as habituais, não ajudaram na maturação do fruto”, explicou o responsável da Associação dos Industriais de Tomate (AIT), caracterizando a campanha deste ano como “atípica e difícil”.

As fábricas ressentiram-se e estão a trabalhar abaixo da sua capacidade máxima de laboração, que seria, em condições normais, de sete dias por semana, 24 horas por dia.

Segundo Miguel Cambezes, Portugal devia estar a transformar, nesta época, entre 170 a 180 mil toneladas de tomate, mas não vai além das 115 a 120 mil toneladas por semana.

“Estamos claramente abaixo das nossas capacidades”, reforçou, estimando que o rendimento dos agricultores esteja 10% abaixo do que era expectável.

A quebra vai também reflectir-se na indústria, embora o impacto dependa da duração da campanha.

“Nós desejamos que [a campanha] se prolongue até 10 de Outubro, caso o tempo e a maturação do fruto o permitam”, sublinhou o secretário-geral da AIT, admitindo que as fábricas fiquem nesta campanha entre 10 a 15% aquém do seu plano de trabalho.

Miguel Cambezes acredita, no entanto, que esta redução não irá causar “uma mossa significativa” na imagem de credibilidade externa da indústria nacional de tomate transformado, que exporta 95% da sua produção.

“Claro que ficar abaixo do que se contratou não é agradável, mas (…) as condições climatéricas são comuns em toda a Europa, com excepção da Grécia e os nossos compradores estão cientes desta realidade”, justificou.

Portugal é o segundo maior exportador de tomate transformado, a seguir a Itália, processando anualmente 1.290.000 toneladas que representam um volume de negócios de 265 milhões de euros.

A Europa é o principal destino da produção nacional, seguindo-se o Japão, que representa 10% do total exportado.

Fonte: Agroportal

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Academia Compal 2012-2013 atribui bolsas de instalação

18 de Julho de 2013 in Hortinet

Já foram anunciados os três vencedores das bolsas de instalação atribuídas no âmbito da Academia 2012-2013 do Centro de Frutologia da Compal, no valor de 20 000 euros.

Alexandre Pacheco (6 hectares de ameixa em Alegrete, Portalegre), Sandra Fabrício (pêssego e ameixa em duas propriedades, de 6,4 hectares e 52 hectares, em Idanha-a-Nova) e Joana Rossa (ameixa, marmelo e romã, em 18 hectares no Ladoeiro, Idanha-a-Nova) foram os três premiados.

A Compal poderá ainda adquirir o excedente da fruta produzida e apoiar a identificação de outros canais de escoamento de produção. A Academia é uma iniciativa de formação (teórica e prática), apoio e contacto com produtores, técnicos e empresários na área da fruticultura. É destinada a jovens empreendedores agrícolas que pretendam instalar-se ou aumentar ou reconverter a sua exploração agrícola.

Fonte: Vida Rural

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O boom da framboesa algarvia na Europa

2 de Julho de 2013 in Hortinet

Trata-se de uma breve sinopse da organização de produtores Madre Fruta e do Grupo Hubel, sua participada.

O caso já vai sendo conhecido, mas nunca é demais deixar alguns números de uma das empresas de produção agrícola nacionais com maior sucesso:

- 40 milhões de euros de framboesa produzidos por ano;

- 630 toneladas de produção de framboesa por campanha;

- 40 hectares instalados de cultivo daquela cultura (65 hectares previstos para 2014);

- 90% de produção para exportação;

- Principais mercados: Bélgica, Suécia, Noruega, Holanda, Finlândia e Luxemburgo.

Artigo para ler na Gazeta da Europa, aqui (página 34)

Também a revista Agrotec publicou no seu n.º3 uma entrevista ao engenheiro Humberto Teixeira. Pode relê-la aqui (página 6).

Fonte: Agrotec

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72% dos portugueses ponderam comprar diretamente aos produtores nos próximos anos

2 de Julho de 2013 in Hortinet

Apenas 28% dos consumidores portugueses não manifestam intenções de abordar diretamente os produtores, para adquirir determinados produtos, sem passar pela distribuição. Esta é uma das principais conclusões de um estudo do Observador Cetelem sobre o futuro do consumo na Europa.

Segundo este mesmo estudo, apesar da maioria dos consumidores portugueses estarem interessados no contacto direto com o produtor, pouco mais de metade (58%) pensam em privilegiar os comércios independentes, as pequenas lojas de bairro, os artesãos ou os feirantes. Uma intenção que acompanha a tendência europeia: 60% dos europeus afirmam estarem prontos para privilegiar o comércio de proximidade, ainda que esta apareça mais vincada nos países da Europa de Leste (Hungria: 72%; Roménia: 68%; Eslovénia: 66%).

O estudo do Observador Cetelem alerta ainda para o facto de que estes números não significam o fim das grandes superfícies, mas assiste-se a uma clara tomada de consciência dos consumidores sobre o seu papel a desempenhar na distribuição. Atualmente, 55% dos Europeus já compraram uma vez a um produtor e estima-se que serão perto de oito consumidores em cada 10 a fazê-lo, nos próximos anos.

“A intenção existe e é uma tendência que deverá aumentar nos próximos anos. Resta saber com que frequência, os consumidores europeus vão privilegiar comprar aos seus pequenos produtores, em vez de passar pelos distribuidores. Longe da ideia de anunciar o encerramento dos distribuidores: os europeus estão ainda ligados a estes, sobretudo na Europa Ocidental, mas as consciências evoluem, e os consumidores escolhem cada vez mais outros circuitos”, afirma Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing do Cetelem em Portugal.

Fonte: Vida Rural