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INE: Rendimento da Actividade Agrícola deverá aumentar 4,5% em 2013

16 de Dezembro de 2013 in Hortinet

De acordo com a primeira estimativa das Contas Económicas da Agricultura para 2013, o Rendimento da actividade agrícola em Portugal, por unidade de trabalho, deverá aumentar 4,5%, em termos reais, relativamente a 2012. A evolução nominal do VAB (+9,6%) foi determinante na evolução deste indicador, atenuando o impacto do decréscimo previsto dos Outros subsídios à produção (-11,4%). O Volume de mão-de-obra agrícola deverá observar um decréscimo de 0,5%.

O Instituto Nacional de Estatística divulga a primeira estimativa das Contas Económicas da Agricultura (CEA) para o ano de 2013. Em conformidade com o regulamento das CEA1, até 31 de Janeiro de 2014 será efectuada uma segunda estimativa, a disponibilizar também no Portal do INE, na área de divulgação das Contas Nacionais (secção das Contas Satélite).

1. Principais resultados para 2013

Perspectiva-se, para 2013, um aumento de 4,5% do Rendimento da actividade agrícola em Portugal, por unidade de trabalho, em termos reais, relativamente a 2012 (o denominado “Indicador A” no Regulamento das CEA). Para a evolução observada foi determinante o crescimento nominal do Valor acrescentado bruto (VAB) a preços de base (+9,6%), que mais que compensou o decréscimo estimado para os Outros subsídios à produção (-11,4%). Verificou-se uma ligeira redução do Volume de mão-de-obra agrícola (VMOA) (-0,5%).

 Produção do ramo agrícola observou um crescimento nominal (+3,1%), prevendo-se, para 2013, um ligeiro decréscimo em volume (-0,1%) e um aumento dos preços base (+3,2%). Estas evoluções reflectem variações distintas das componentes da produção, com a Produção vegetal a apresentar aumentos em volume (+3,7%) e de preço (+3,9%), e a Produção animal a registar um decréscimo de volume (-4,4%) e um aumento dos preços de base (+2,5%).

Os acréscimos positivos em volume na Produção vegetal ficaram a dever-se essencialmente ao bom desempenho nos cereais (+9,9%), plantas forrageiras (+10,0%) e frutos (+8,5%). O aumento dos preços ocorreu principalmente nos vegetais e produtos hortícolas (+5,5%), batata (+80,0%) e frutos (+5,9%).

A Produção animal deverá registar uma diminuição em volume, reflectindo essencialmente o efeito desfasado da seca de 2012 (que prejudicou os nascimentos no ano subsequente) e a adaptação às novas normas de bem-estar animal da UE sobre os suínos. Estimam-se decréscimos em volume na produção de bovinos (-11,0%), suínos (-5,7%) e ovinos e caprinos (-5,5%). Em sentido oposto, estima-se que os preços aumentem devido principalmente à evolução observada nos suínos (+9,1%), nas aves de capoeira (+5,7%) e no leite (+6,5%), que mais que compensarão a diminuição dos preços dos bovinos (-3,0%) e dos ovos (-32,9%). Apesar do aumento dos preços, a intensidade da redução em volume deverá conduzir a uma diminuição da produção animal em termos nominais (-2,0%).

No Consumo intermédio deverá verificar-se um ligeiro decréscimo nominal (-0,2%), com uma variação negativa do volume (-2,6%), em resultado maioritariamente da redução registada nas sementes e plantas (-10,0%), alimentos para animais (-4,7%) e produtos fitossanitários (-4,1%). Para a evolução positiva dos preços (+2,4%) contribuíram fundamentalmente os acréscimos nos alimentos para animais (+5,9%) e nos produtos fitossanitários (+7,2%).

O VAB deverá observar uma variação positiva em 2013, não apenas em termos nominais (+9,6%), como também reais (+4,8%). Recorde-se que em 2012, se verificou uma redução real (-2,4%).

2. Produção do ramo agrícola 

Comparativamente ao ano agrícola anterior, marcado pelo Inverno mais seco dos últimos oitenta anos, o ano agrícola de 2012/2013 caracterizou-se por um inverno normal, em termos de temperatura e precipitação, embora marcado pela ocorrência de temporais com precipitação e ventos muito fortes, causadores de grandes danos à actividade agrícola. A primavera foi fria e chuvosa e o verão muito quente e seco.

Em termos globais, a Produção do ramo agrícola deverá registar um decréscimo ligeiro (-0,1%) em volume e um acréscimo em termos nominais (+3,1%). Estas evoluções reflectem variações distintas das componentes da produção, com a Produção vegetal a aumentar (3,7% em volume e 7,8% em valor) e a Produção animal a diminuir (-4,4% em volume e -2,0% em valor).

2.1 Produção vegetal 

O acréscimo nominal estimado para a Produção vegetal (+7,8%), em 2013, é, sobretudo, resultado de aumentos em valor das plantas forrageiras (+13,0%), vegetais e produtos hortícolas (+2,9%), batatas (+78,6%) e frutos (+15,0%). Nestas culturas verificou-se uma subida generalizada dos preços de base. Os cereais, as plantas forrageiras e frutos, graças às condições edafoclimáticas, apresentaram também acréscimos em volume.

O excesso de precipitação e as temperaturas abaixo dos valores normais perturbaram o desenvolvimento vegetativo dos cereais de outono/inverno. Relativamente aos cereais de primavera/verão, o arroz foi prejudicado pela baixa temperatura, enquanto o milho, beneficiando da abundância de água, registou aumentos de produtividade. Globalmente, a produção de cereais registou um acréscimo de 9,9% em volume, embora os preços de base tenham observado um decréscimo significativo (-25,0%), em consequência fundamentalmente da diminuição do preço do milho (-29,0%).

O ano de 2013 proporcionou um bom desenvolvimento vegetativo das plantas forrageiras, contrariamente ao ano anterior, em que foram significativamente afectadas, não tendo havido dificuldade na alimentação das diferentes espécies pecuárias. É, assim, expectável um aumento em volume (+10,0%) e em preço (+2,7%).

A produção de vegetais e produtos hortícolas deverá registar uma redução em volume (-2,4%), mais que compensada pela subida do preço (+5,5%). Com efeito, as condições meteorológicas de 2013 não foram favoráveis à produção de tomate (-16,6% em volume), o que, pela sua importância relativa na produção nacional de hortícolas, teve reflexos na produção total deste grupo de culturas.

A produção de batatas registou uma ligeira diminuição em volume (-0,8%) e um aumento expressivo do preço (+80,0%). A perspectiva de uma má campanha de batata, com dificuldades de sementeira dado o excesso de humidade no solo, provocou um acréscimo pronunciado do preço, em particular da batata de conservação.

Para a produção de frutos é estimado um acréscimo de 8,5% em volume e de 5,9% em preço. Os frutos que revelaram maiores aumentos de produtividade, e que concorreram para este aumento em volume, foram a maçã, a pera e a azeitona. Para estas espécies, o desenvolvimento do fruto decorreu com normalidade, tendo, no caso da maçã, sido atingida a melhor campanha da última década.

Em relação ao vinho, e apesar da ocorrência de chuva na última semana de setembro, é esperada uma produção superior à do ano anterior, quer em volume (+1,1%), quer em preço (+0,2%).

Relativamente ao azeite, prevê-se um acréscimo de produção em volume (+17,2%), dado que o aumento da quantidade de azeitona apanhada na presente campanha foi significativo (+17,9%). O preço não deverá registar alterações significativas.

2.2 Produção animal 

Estima-se que a Produção animal observe um decréscimo nominal de 2,0% em 2013, destacando-se os decréscimos nominais nos bovinos (-13,7%) e nos ovos (-31,3%). Em termos globais, o volume da Produção animal deverá diminuir (-4,4%) e os preços de base deverão crescer (+2,5%).

Em relação aos bovinos, perspectivam-se decréscimos em volume (-11,0%) e de preço (-3,0%). Para a evolução em volume deverá concorrer a diminuição do número de vacas leiteiras e de vitelos. Esta redução resultou do período de carência alimentar característico de um ano de seca (2012), que prejudicou as vacas aleitantes e penalizou os nascimentos em 2013. A variação negativa do preço de base é consequência da diminuição do montante pago de Subsídios aos produtos (-25,3%).

Para 2013 é expectável um decréscimo em volume e um aumento do preço na produção de suínos (-5,7% e +9,1%, respectivamente). A redução do número de animais está associada a remodelações nas explorações agrícolas impostas pela implementação das normas de bem-estar animal da UE (em vigor desde 1 de Janeiro de 2013).

A produção de aves de capoeira deverá observar um acréscimo ligeiro (+0,5%) em volume e mais significativo (+5,7%) em preço. Relativamente aos ovos, as estimativas apontam para um incremento em volume (+2,5%) e um decréscimo expressivo do preço (-32,9%). Efectivamente, em 2012 tinham-se registado preços muito elevados nos ovos, na sequência de uma redução da produção, causada pelas medidas de adaptação às novas regras de bem-estar animal (instalação de novas gaiolas).

A previsão da produção de leite para 2013 aponta para uma diminuição em volume (-5,0%) e um aumento do preço de base (+6,5%). O volume de produção foi condicionado pelas condições meteorológicas desfavoráveis para a produção de leite (onda de calor no verão), pela redução de apoios e perspectiva de abolição do sistema de quotas em 2015. A escassez de leite e a subida de preço constituem aspectos generalizados na UE.

3. Consumo intermédio 

O Consumo intermédio (CI) do ramo agrícola deverá registar, em 2013, um decréscimo nominal ligeiro face a 2012 (-0,2%), resultante de uma diminuição do volume (-2,6%) e de um aumento dos preços (+2,4%).

Para a variação negativa do volume deverão contribuir, com maior significado, as sementes e plantas (-10,0%), os produtos fitossanitários (-4,1%) e os alimentos para animais (-4,7%). As condições edafoclimáticas originaram um aumento da disponibilidade de alimentos simples frescos (prados, pastagens e forragens), reduzindo a necessidade de recurso a alimentos compostos, que foi limitado à produção de leite e à engorda intensiva. Os aumentos de preço deverão ser mais acentuados nos produtos fitossanitários (+7,2%) e nos alimentos para animais (+5,9%).

Estima-se, para 2013, um aumento dos preços na produção superior ao registado no CI (+3,2% e +2,4%, respectivamente), pelo que, no que se refere à relação de preços entre a produção e os consumos correntes da actividade, se prevêem condições mais favoráveis para o produtor agrícola do que em anos anteriores. Com efeito, na maioria dos anos desde 2000, o crescimento dos preços do CI tem superado o crescimento da produção.

4. Valor Acrescentado Bruto (VAB) 

Contrariamente à tendência observada desde 2000, perspectiva-se uma variação positiva do VAB do ramo agrícola para 2013, quer em termos nominais (+9,6%), quer em termos reais (+4,8%). Relativamente ao peso do VAB do Ramo Agrícola na economia nacional, após uma trajectória descendente, em 2013, à semelhança do que sucedeu em 2012, é possível observar um acréscimo de importância relativa no VAB nacional.

5. Subsídios 

Estima-se que o montante de subsídios pagos à actividade agrícola em 2013 diminua 14,0% face a 2012 (ano em que foram pagos subsídios ainda referentes a 2011, tendo registado, por isso, um valor muito elevado). Prevê-se uma diminuição de 24,3% nos Subsídios aos produtos, e uma redução de 11,4% nos Outros subsídios à produção (v. notas metodológicas).

A diminuição nos Subsídios aos produtos encontra-se associada à progressiva integração no Regime de pagamento único (RPU) (classificado nas CEA como Outros subsídios à produção) dos apoios directos anteriormente concedidos aos agricultores ao abrigo de diferentes regimes. Especificamente, para 2013, não foram já contabilizados montantes de pagamentos por superfície aos frutos de casca rija e de pagamento específico para o arroz, e foram substancialmente reduzidos o pagamento transitório ao tomate para transformação, o prémio ao abate de bovinos adultos e o prémio ao abate de vitelos, como consequência da integração destas ajudas no RPU em 2012.

Apesar do alargamento do âmbito do RPU desde 2012, com a integração das ajudas mencionadas, estima-se, para 2013, uma diminuição dos Outros subsídios à produção, já que, como foi anteriormente referido, o nível de 2012 tinha sido particularmente elevado.

6. Indicador de Rendimento

Perspectiva-se, para 2013, um acréscimo do Rendimento dos factores na agricultura (+5,5% em termos nominais e +4,0% em termos reais2), reflectindo fundamentalmente o aumento nominal do VAB (+9,6%), dado que é estimada uma variação negativa para os Outros subsídios à produção (-11,4%). A evolução positiva do Rendimento real dos factores, associada a uma ligeira redução do Volume de mão-de-obra agrícola (-0,5%), deverá conduzir a um acréscimo de 4,5% do Índice do rendimento real dos factores na agricultura por unidade de trabalho ano (indicador A). Contudo, tomando como referência o ano 2000, é possível constatar que, apesar da recuperação observada em 2012 e 2013, o indicador ainda se encontra abaixo dos valores observados no início da série.

7. Comparação internacional 

Quando comparado o peso do VAB agrícola no VAB nacional entre os triénios 2000-2002 e 2010-2012 nos diferentes Estados Membros3, observa-se um comportamento relativamente homogéneo, com uma redução generalizada desse indicador na UE27. No triénio 2010-2012, Portugal apresenta um rácio superior ao da média da União Europeia, mas inferior ao de outros países mediterrânicos, como Espanha, Grécia ou Itália.

Confrontando a evolução do Rendimento da actividade agrícola por UTA (indicador A) entre os triénios de 2000-2002 e 2010-2012 para os diversos países da UE274, constata-se que o Rendimento da actividade agrícola em Portugal evoluiu de forma menos favorável do que a média dos Estados Membros, mas mais vantajosa do que outros países com agricultura de cariz mediterrânico, como Espanha e Itália.

1 - Reg. (CE) N.º 138/2004 de 5 de Dezembro de 2003, actualizado pelo Reg. (CE) N.º 212/2008, de 7 de Março de 2008.

2 – Foi utilizada a variação do deflactor do PIB das Contas Nacionais Trimestrais referentes ao primeiro semestre de 2013, que corresponde a 1,4%.

3 – Informação das CEA extraída da Base de Dados do Eurostat a 9 de Dezembro de 2013, com data da última actualização de 28 de Outubro de 2013.
http://epp.eurostat.ec.europa.eu/portal/page/portal/agriculture/data/database
Informação do VAB nacional dos Estados Membros extraída da Base de Dados do Eurostat a 9 de Dezembro de 2013
http://epp.eurostat.ec.europa.eu/portal/page/portal/national_accounts/data/database e informação para Portugal em concordância com a publicação das Contas Nacionais Trimestrais publicadas a 9 de Dezembro de 2013.

4 – A Croácia não foi considerada, por não dispor de informação relativa às CEA anteriores a 2005.

Fonte:  INE

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Frio favorece produtores de maçã de Viseu

11 de Dezembro de 2013 in Hortinet

As temperaturas baixas têm levado à formação de geadas durante a noite, o que para os produtores de maçã de Viseu é um indicador de uma boa floração no próximo ano. Por isso, para a produção de 2014 o frio é bem-vindo.

Veja a reportagem aqui >>

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Plantação de medronheiros tem vindo a crescer na região Centro

9 de Dezembro de 2013 in Hortinet

A plantação de medronheiros tem vindo a crescer na região Centro por iniciativa de produtores que procuram diversificar as aplicações do fruto, desde o fabrico de aguardente ao consumo do medronho em fresco.

Na Pampilhosa da Serra e em Oleiros, o pequeno fruto vermelho deste arbusto (“Arbutus unedo”) sempre foi colhido para fazer aguardente, após fermentação de dois a três meses.

O medronheiro integra a vegetação autóctone de várias regiões de Portugal, como os territórios de baixa densidade demográfica do Centro.

Nas últimas décadas, o fabrico de aguardente medronheira prosperou, sobretudo no Algarve.

Só que o negócio passa muito pela compra do fruto ou da massa, após fermentação, a produtores das Beiras que se limitam a colher o medronho silvestre nas serranias de xisto.

“É uma planta que se dá bem aqui e que à partida oferece grande rentabilidade económica, desde que seja trabalhada com alguma escala”, afirma à agência Lusa José Martins, que possui 36 hectares de medronhal, na Pampilhosa.

Tinha sete anos quando deixou a aldeia natal, Signo Samo, acompanhando os pais e os irmãos para Lisboa, onde ainda trabalha no ramo imobiliário.

Na década passada, decidiu dar nova utilização aos terrenos da família.

Em 2005, um incêndio destruiu pinhais e eucaliptais na zona, o que incentivou ainda mais a sua simpatia pelo medronheiro.

“Havia necessidade de ocupar o solo com uma cultura que não necessitasse de muito trato”, recorda.

Vizinhos e família diziam-lhe que, “sem ter grande trabalho”, poderia obter os medronhos a partir das árvores espontâneas.

Mas José Martins prefere “uma plantação organizada e limpa”.

Criou a empresa Lenda da Beira para comercializar aguardente e outros “produtos com história”, como o vinho e o azeite.

Através de um projeto de jovem agricultor, apoiado pelo Estado, tem vindo a aumentar a área de medronhal e já possui 22 mil árvores.

A sua aposta vai ser a exportação. Neste inverno, espera obter 15 toneladas de massa e 2.500 litros de aguardente.

“Tem de haver capacidade de produção e alguma escala”, explica José Martins, que compra algum medronho a pequenos produtores e sonha atingir 100 hectares de plantação própria.

Em janeiro, começará a construir a sua destilaria, um projeto apoiado pela Câmara da Pampilhosa da Serra.

A venda de frutos frescos, outra das suas apostas, está a ser estudada pela Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), que tem vários projetos de investigação neste domínio.

Em Oleiros, Jorge Simões também colabora com a ESAC em diversos ensaios.

Este agricultor está a efetuar a terceira colheita, numa área de 15 hectares de medronheiros, plantados há oito anos, devastada pelo fogo em 2003.

No ano passado, obteve 30 tinas, com uma capacidade de 120 litros, de massa, prevendo atingir as 100 unidades nesta safra. Vende toda a produção a uma destilaria de Seia.

Uma cliente de Arganil acaba de lhe encomendar 200 quilos de medronho para compota.

Em Signo Samo, José Martins é surpreendido por um emigrante que quer comprar-lhe ramos de medronheiro para arranjos florais.

“Temos o ouro ao pé de casa”, afirma o ex-jornalista Jorge Simões, que já teve também uma suinicultura.

Mas agora, aos 72 anos, ele é um assumido entusiasta do medronho.

Fonte: Diário Digital

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Sonae compra 527 milhões de euros em perecíveis a produtores nacionais

15 de Novembro de 2013 in Hortinet

A Sonae aumentou em cerca de 3,5% as compras a produtores nacionais na área dos perecíveis, que representam cerca de 527 milhões de euros para os produtores portugueses.

Luís Moutinho, CEO da Sonae MC, refere que “num contexto económico difícil, a Sonae e o Continente reforçaram a sua relação com os produtores nacionais, contribuindo com o seu investimento e conhecimento para o desenvolvimento em Portugal de uma indústria agroalimentar competitiva, eficiente e inovadora. As compras a produtores nacionais representaram cerca de 80% do total na área dos perecíveis e ajudaram muitas empresas agroalimentares e pequenos produtores a desenvolver a sua atividade com segurança.”

De acordo com o comunicado divulgado pela Sonae, também o Clube de Produtores Continente continuou a sua missão de apoiar os produtores nacionais do setor agroalimentar no desenvolvimento dos seus negócios e de processos de inovação, tendo alargado o seu número de associados em 5% para 266 membros, que incluem produtores individuais, associações de produtores e cooperativas.

O Clube de Produtores Continente foi responsável por compras de cerca de 171 milhões de euros, representando 32% das compras totais a produtores nacionais na área dos perecíveis.

Fonte: Vida Rural

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Técnicos discutiram modelo de orientação para a produção de mirtilo

7 de Novembro de 2013 in Hortinet

Encontro realizado em Guimarães juntou técnicos que analisaram e debateram o documento de orientações técnicas para a produção de mirtilo em solo na região Norte e Centro de Portugal

Cerca de duas dezenas e meia de técnicos reuniram-se na passada terça-feira, dia 5, em Guimarães, para analisar e discutir o documento de orientações técnicas para a produção de mirtilo em solo na região Norte e Centro do país.

O objetivo deste documento, elaborado pela Agim, COTHN e INIAV e discutido com técnicos da fileira, passa por criar um documento que contenha as principais orientações técnicas do que deve ser adotado em Portugal, nas zonas Norte e Centro, para a produção em solo do mirtilo.

Pretende-se, com este documento, elevar o nível do conhecimento técnico na cultura do mirtilo em Portugal e contribuir para criar o consenso possível ao nível dos princípios e orientações básicas desta cultura de modo a elevar o potencial produtivo das plantações em quantidade e qualidade das suas produções e minimizar/reparar os erros de instalação que estão a ser cometidos um pouco por todo o país.

O III Encontro de Técnicos promovido pela Agim neste ano de 2013 começou com uma visita às instalações da Bioberço, em Guimarães, uma exploração que possui cerca de um hectare de plantação de mirtilo, 6.000 metros quadrados de framboesa e 2.000 metros quadrados de groselha. No local, os técnicos trocaram ideias e esclareceram dúvidas com a produtora, Fernanda Machado.

Seguiu-se a análise do documento de orientações técnicas, que foi amplamente discutido e que contou com o contributo de todos os técnicos presentes, o que permitirá obter um documento muito mais rico e completo.

O próximo passo será a elaboração de um documento final com a inclusão das diversas sugestões apresentadas pelos técnicos.

Este III Encontro de Técnicos foi realizado no âmbito do projeto Cluster Pequenos Frutos, em parceria com o COTHN e o INIAV. A Agim, o COTHN e o INIAV agradecem a colaboração de todos os técnicos presentes neste encontro.

A Agim prepara já um plano para 2014 que contará com a realização de três encontros de técnicos, estando o próximo agendado para março do próximo ano na região do Algarve e que será dedicado às Orientações Técnicas da Produção de Framboesa em Portugal.

Fonte: Voz do Campo

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Europa tem que aumentar em 40 mil hectares a área de souto

4 de Novembro de 2013 in Hortinet

A Europa precisa de aumentar em 40 mil hectares a área de souto para conseguir responder à escassez de castanha. Quem o diz é José Gomes Laranjo, presidente da Associação Portuguesa da Castanha (RefCast).

Recentemente foi apresentado num encontro da Comissão Europeia da Castanha, em Itália, o “Desafio de Bolonha”.”Este desafio tem a ver com a plantação de 40 mil hectares de souto nos países europeus produtores de castanha (Itália, França, Espanha e Portugal) nos próximos 10 anos”, refere José Gomes Laranjo.

A Europa precisa de “fazer face à escassez do produto”, uma situação que, segundo José Gomes Laranjo, preocupa o setor porque pode “abrir as portas à importação de castanhas de outros países fora do espaço europeu, nomeadamente da China”, um dos maiores produtores mundiais deste fruto.

Uma das causas que tem sido apontada para a quebra de produção é a vespa do castanheiro, uma praga que “está a assolar os soutos em Itália, França e já chegou a Espanha”. Em Portugal, segundo frisou o presidente da RefCast, ainda não foi detetada mas é uma situação que está a causar grandes preocupações.

Esta vespa aloja os seus ovos nos castanheiros, os quais depois de picados não conseguem dar mais fruto.

Fonte: Vida Rural

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Exportações nacionais de frutas e hortícolas crescem nove por cento

25 de Outubro de 2013 in Hortinet

O projecto Portugal Fresh nasceu em 2010 com o objectivo de promover nos mercados nacionais e internacionais a fruta, os legumes e as flores produzidas no nosso país. A aposta tem dado frutos, sobretudo no mercado externo, já que só este ano as exportações deverão ter aumentado nove por cento.

Dar dimensão e potenciar este sub-sector agrícola é uma das principais apostas do projecto. Um objectivo que surge numa altura em que «a produção nacional tem vindo a crescer e a diferenciar-se tanto a nível da diferenciação dos produtos portugueses como da sua qualidade», revela uma fonte da Portugal Fresh ao Boas Notícias.

«O sub-sector das frutas, hortícolas e flores representa um volume de negócios de 2.500 milhões de euros, tendo exportado, em 2012, 920 milhões euros. Representa 36 por cento do sector agrícola e 61 por cento do valor da produção vegetal», acrescenta a mesma fonte.

Uma vez que a crise tem prejudicado o consumo nacional, que representa cerca de 30 por cento das vendas, a exportação é vista como uma «necessidade urgente». Uma aposta que, segundo sublinha a Portugal Fresh, tem sido acertada já que este ano, segundo os dados provisórios, as exportações deverão registar um aumento de nove por cento em relação ao ano anterior.

Os próximos passos do projecto estão, exatamente, relacionados com a ideia de «consolidação de mercados onde as frutas e legumes portugueses são já reconhecidos e consumidos, alargando-os a novos países».

Neste sentido, a Portugal Fresh tem levado dezenas de produtores nacionais a eventos de referência do sector. As feiras Fruit Logistica (Berlim), Fruit Attraction (Madrid), Asia Fruit Logistica (Hong Kong) e a SIAM (Marrocos) foram apenas alguma onde os produtos nacionais marcaram presença.

Além das feiras, o projecto tem realizado missões empresariais como aquela que decorreu na Alemanha ainda este mês, entre os dias 01 a 03 de Outubro, e que contou com a participação de 11 empresas portuguesas.

Fonte: Confagri

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Centenas de horticultores da Póvoa de Varzim com produções destruídas

23 de Outubro de 2013 in Hortinet

O presidente da Associação dos Horticultores da Póvoa de Varzim (Horpozim), Carlos Alberto Lino, disse hoje à Lusa que há centenas de pequenos produtores que ficaram com as culturas destruídas na sequência do mau tempo da noite passada.

“Ainda não contabilizámos [os estragos], mas estamos a falar de centenas de produtores hortícolas que estão afectados, com tudo debaixo de água, que está completamente destruído e que não vão conseguir aproveitar a mais pequena coisa”, disse Carlos Alberto Lino, que lembrou que já este ano os horticultores da região haviam sido atingidos por outras intempéries.

O dirigente da Horpozim disse que estes acontecimentos vão repercutir-se nos mercados e apelou às autoridades para que sejam tomadas medidas no sentido de limpar o rio Alto, que atravessa muitos campos agrícolas e que está “cada vez mais sujo”, havendo até “lugares em que o leito do rio está ao nível dos campos”.

De acordo com Carlos Alberto Lino, as estufas afectadas estavam ainda cheias de produtos hortícolas como nabos, alfaces, cenouras, alhos franceses, pimentos, pepinos, tomates e feijão-verde.

A chuva intensa que caiu durante toda a noite provocou muitas inundações na via pública, em habitações e estabelecimentos comerciais por todo o     distrito do Porto, registando-se uma situação grave na Trofa, com o aluimento de várias ruas.

De acordo com fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), registou-se também muitas inundações em Lavra, com várias vias inundadas em Matosinhos e em Vila do Conde. Por todo o distrito houve ainda o registo de várias quedas de árvores.

Fonte: Agroportal

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Portugal colheu 195.000 t de pêra Rocha

16 de Outubro de 2013 in Hortinet

A colheita de pêra Rocha a nível nacional no ano de 2013 deverá ascender a 195.215 toneladas, segundo uma estimativa da Associação Nacional dos Produtores de Pêra Rocha (ANP). Isto representa um aumento na produção de 41% face a 2012 (+80.600 toneladas) e um decréscimo de 13% (-28.000 t) em relação a 2011.

A ANP estima que a produção dos seus 24 associados corresponda a 82% do total da produção nacional. Segundo os dados finais de colheita, os associados da ANP colheram 160.983 t de pêra Rocha este ano, o que significa um acréscimo de 42,35% face a 2012 (+68.160 t) e uma redução de 4% (-6.500 t).

Em 2013, relativamente aos associados da ANP, espera-se cerca de 53,25% de fruta com calibre inferior a 60 mm (36,5% em 2012) e de 46,85% de fruta com calibre superior (63,5% em 2012). Os principais calibres da campanha são 55-60 (com 32,9%), 60-65 (29,1%) e 50-55 (16,3%). Em 2012, o principal calibre foi 60-65, com 32,8%.

As previsões indicam uma colheita de 1,78 mil milhões de frutos com um peso médio de 109 g, inferior ao de anos anteriores: 125,5 g em 2012 (9 milhões de frutos) e 123,8 g em 2011 (1,8 mil milhões de frutos). Segundo a ANP, «a pêra Rocha encontra-se com todas as suas propriedades e qualidades garantidas, sendo que este ano apresenta um valor de grau Brix elevado, bem como uma concentração de carepa normal». Do total de colheita dos associados da ANP, 99.568 t foram armazenadas em atmosfera controlada e 61.415 t, em frio normal.

A colheita de 2013 começou a 26 de Agosto, o que constitui um atraso de 10 a 15 dias no início da colheita em comparação com 2012.

Fonte: Frutas & Legumes

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Falta de matéria-prima deixa indústria do tomate aquém da capacidade

1 de Outubro de 2013 in Hortinet

A falta de matéria-prima para a indústria da transformação de tomate está a condicionar as fábricas, penalizando o rendimento dos agricultores e dos industriais, lamentou o secretário-geral da associação do sector, Miguel Cambezes.

A “culpa” foi da chuva tardia deste ano, que impediu as plantações na sua época habitual (final de Março).

“Começámos com um atraso de três semanas e as temperaturas, que não foram as habituais, não ajudaram na maturação do fruto”, explicou o responsável da Associação dos Industriais de Tomate (AIT), caracterizando a campanha deste ano como “atípica e difícil”.

As fábricas ressentiram-se e estão a trabalhar abaixo da sua capacidade máxima de laboração, que seria, em condições normais, de sete dias por semana, 24 horas por dia.

Segundo Miguel Cambezes, Portugal devia estar a transformar, nesta época, entre 170 a 180 mil toneladas de tomate, mas não vai além das 115 a 120 mil toneladas por semana.

“Estamos claramente abaixo das nossas capacidades”, reforçou, estimando que o rendimento dos agricultores esteja 10% abaixo do que era expectável.

A quebra vai também reflectir-se na indústria, embora o impacto dependa da duração da campanha.

“Nós desejamos que [a campanha] se prolongue até 10 de Outubro, caso o tempo e a maturação do fruto o permitam”, sublinhou o secretário-geral da AIT, admitindo que as fábricas fiquem nesta campanha entre 10 a 15% aquém do seu plano de trabalho.

Miguel Cambezes acredita, no entanto, que esta redução não irá causar “uma mossa significativa” na imagem de credibilidade externa da indústria nacional de tomate transformado, que exporta 95% da sua produção.

“Claro que ficar abaixo do que se contratou não é agradável, mas (…) as condições climatéricas são comuns em toda a Europa, com excepção da Grécia e os nossos compradores estão cientes desta realidade”, justificou.

Portugal é o segundo maior exportador de tomate transformado, a seguir a Itália, processando anualmente 1.290.000 toneladas que representam um volume de negócios de 265 milhões de euros.

A Europa é o principal destino da produção nacional, seguindo-se o Japão, que representa 10% do total exportado.

Fonte: Agroportal