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McDonald’s incentiva empreendedorismo agrícola

7 de Abril de 2015 in Hortinet

IMG_3155Acelerar o crescimento das produções, promover as competências de gestão dos agricultores e facilitar o acesso a factores de produção são os principais objectivos da  McDonald’s Business Initiative for Agriculture (MBIA).

A sala da Fundação Cidade de Lisboa encheu-se, esta manhã, para ouvir do que trata esta iniciativa. No âmbito da MBIA serão promovidas sessões de networking, acções de formação e visitas às FlagshipFarms, será disponibilizado um guia prático do empreendedor agrícola e uma plataforma digital para a partilha de conhecimento e discussão de temáticas relevantes ao sector.

O público-alvo são três tipos de agricultores: os que têm uma ideia, mas não têm empresa; os que têm uma empresa, mas ainda trabalham para aumentar a sua produção; e os que já estão constituídos, mas pretendem aumentar a sua carteira de clientes.

Jorge Ferraz, director geral da McDonald’s em Portugal, explicou que a empresa já faz negócio com cerca de 30 produtores portugueses, aos quais compra azeite, maçãs, alface, tomate, entre outros. De facto, cerca de 35% dos produtos utilizados nos restaurantes portugueses da marca são de origem nacional, revelou Jorge Ferraz.

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Miguel Frasquilho explicou que «a agricultura nacional está na moda» e que a ideia é apanhar essa “onda”. «Preparem-se, inovem, invistam», aconselhou o presidente da AICEP aos agricultores. O vice primeiro-ministro, também esteve presente. Para Paulo Portas, a iniciativa vem «tornar mais empresarial a agricultura».

A apresentação da MBIA contou ainda com um evento de networking onde os agricultores presentes foram apresentados à Vitacress, à Vegenat e à OSI Food Solutions. Luís Mesquita Dias, director geral da Vitacress, explicou à Frutas, Legumes e Flores que, apesar da sua empresa produzir alface Iceberg, não o faz em quantidades suficientes para satisfazer a procura da McDonald’s, pelo que procura outros agricultores disponíveis para colaborar consigo.

A iniciativa tem como parceiros fundadores a AICEP, a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e a Associação Empresarial para a Inovação (Cotec).

Fonte: Frutas e Legumes

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Rendimento dos produtores de fruta pode descer 40%

13 de Março de 2015 in Hortinet

Os produtores de fruta estão com dificuldades em arranjar mercados para escoar os seus produtos e admitem que, em alguns casos, as quebras de rendimento dos agricultores podem chegar aos 40%.

O presidente da Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas (FNOP) deixou este alerta no início da semana na Assembleia da República e apelou ao Governo que «se esforce ao máximo na diplomacia económica» para abrir novos mercados.

Segundo Domingos dos Santos, as dificuldades de escoamento devem-se ao aumento «significativo» da produção conjugado com o embargo imposto pela Rússia, que fechou as suas portas às importações agrícolas europeias em agosto de 2014, sem que os produtores tivessem conseguido entrar em mercados alternativos.

«Estamos a viver uma situação de preços muito baixos, no limite dos custos de produção. A imagem de que está tudo muito bem não é verdadeira», disse à Lusa o responsável da FNOP.

Domingos dos Santos sublinhou que a Rússia «era um cliente importante para toda a Europa» e que o fecho das fronteiras russas aos produtos europeus deixou os outros concorrentes de Portugal também em dificuldades.

«A oferta é a mesma, mas os clientes diminuíram», destacou, estimando que Portugal exportava cerca de cinco milhões de euros anuais de frutas e hortícolas para a Rússia, tendo agora de se voltar para outros destinos para conseguir escoar uma produção crescente.

A produção de pera-rocha, por exemplo, duplicou nos últimos dez anos, mas houve também aumentos expressivos noutro tipo de futas, como a maçã ou os citrinos.

«Vender é mais difícil do que produzir» desabafou o dirigente da FNOP, lembrando que nem sempre é fácil entrar em novos mercados devido a barreiras protecionistas e normas fitossanitárias.

«Temos países onde ainda não é permitida a entrada das nossas frutas. Tem-se feito pouco nessa área», lamentou.

A Colômbia é um destes casos. Estava previsto que o mercado fosse aberto durante o primeiro trimestre de 2015, mas Domingos dos Santos está pessimista: «parece que voltou a ficar complicado», afirmou.

Por outro lado, mercados para onde já se exporta a pêra-rocha, como o Brasil, «estão a ser cada vez mais pressionados» e os preços baixaram drasticamente.

«Se isto se prolonga durante mais a próxima campanha vai ser difícil sobreviver», frisou o presidente da FNOP.

Fonte: Agronegócios

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Portugal entre os maiores produtores de tomate de indústria da UE

23 de Fevereiro de 2015 in Hortinet

tomate industria

Portugal é o terceiro maior produtor europeu de tomate de indústria, registando, em 2013, uma produção de 1,2 milhões de toneladas, 8% do total produzido na União Europeia (UE). Os dados são do Eurostat , o gabinete oficial de estatística da UE.

Estatísticas do Eurostat, relativas a 2013, revelam Itália, Espanha, Portugal e Grécia representa, 75% da produção daquele legume em território europeu. Itália ocupa a primeira posição, com uma produção de 5,2 milhões de toneladas de tomate (quase cinco vezes mais do que Portugal)

A vizinha Espanha, o segundo maior produtor, produziu 3,8 milhões de toneladas. A Grécia, o último dos quatros, produziu um milhão de toneladas.

O mesmo documento, publicado a 20 de Fevereiro, revela que a França e a Alemanha são responsáveis pela produção de 40% (115,1 milhões de toneladas) dos cereais na UE. Por seu turno, um quarto das maçãs europeias foram produzidas na Polónia.

Valores apresentados pelo Observatório do Tomate, já sobre o ano de 2014, apontam para uma produção de tomate de indústria de dimensões equivalentes às de 2013 e colocam Portugal em quarto lugar no ranking mundial. O sector exporta 95% daquilo que produz.

Fonte: Frutas e Legumes

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Situação do mercado europeu da batata

26 de Dezembro de 2014 in Hortinet

Situação do mercado europeu da batata

As previsões para a produção de batata em 2014, para os cinco principais produtores (Alemanha, Reino Unido, França, Bélgica e Holanda), apontam para um aumento de 12,1% em relação a 2013. Este aumento deve-se ao crescimento da área semeada de 3,1% e ao aumento da produtividade de 8,7%.

A qualidade não é a melhor, devido às condições atmosféricas na altura da colheita. Os preços da batata no mercado livre encontram-se abaixo dos custos de produção.

A produção na Alemanha atingiu as 11,5 milhões de toneladas, ou seja, mais 20% que em 2013. Situação diferente para as batatas destinadas à indústria do amido, onde as áreas diminuíram 5% na Alemanha e 10% em França, subindo 7% na Holanda, o que originou que a produção ficasse abaixo das quantidades contratadas.

Está a haver problemas com a batata de conservação na Holanda e vários contratos desta batata foram cancelados em França.

Não se esperam reduções significativas nas áreas a semear, uma vez que as alternativas passam habitualmente pelos cereais, que não apresentaram grande rentabilidade este ano.

No que diz respeito às batatas de semente, a Alemanha aumentou a área em 6,2%, enquanto em França, o aumento foi de 10%. Em sentido contrário, na Polónia, registou-se uma diminuição da área.

Existe uma grande abundância de batata de semente no mercado.

Fonte: Agroinfo.pt

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Ministra da Agricultura defende aumento de produção de ginja de Óbidos

11 de Dezembro de 2014 in Hortinet

Ministra da Agricultura defende aumento de produção de ginja de Óbidos
 A Ministra da Agricultura Assunção Cristas, em visita à Frutobidos, exortou os produtores locais a aumentarem a produção de ginja, que considerou um produto de excelência, pois toda a produção é absorvida pelo mercado local.

Para este fim, defendeu que os produtores deviam agrupar-se em projectos de investigação, de modo a desenvolverem tecnologia que lhes permita aumentar a produtividade dos seus pomares.

A Frutobidos é uma das maiores empresas transformadoras do sector, com uma produção anual de 110.000 litros de licor de ginja, dos quais 10% são exportados e queixa-se da escassez de matéria-prima para produzir a quantidade que o mercado pode absorver.

Aproveitando esta visita, a Ministra anunciou que o contrato para o regadio das zonas baixas de Óbidos está prestes a ser assinado e que o investimento de 27 milhões de euros vai avançar em breve, pelo que o governo está prestes a lançar a empreitada do projecto de regadio.

Nesta primeira fase está previsto irrigar 1.300 hectares e servir cerca de 1000 agricultores das freguesias de Amoreira e Olho Marinho, em Óbidos e do Pó e da Roliça do Bombarral.

Na segunda fase está prevista a construção de 50 km de tubagem, que irá irrigar 750 hectares no Concelho de Óbidos e 450 hectares no Concelho do Bombarral.

Este plano de regadio está baseado na  barragem da Arnoia, que foi construída em 2005 e que, desde então, aguarda a conclusão do sistema de irrigação para começar a trabalhar.

Fonte: Agroinfo.pt

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Divulgação de projecto de produção/comercialização de hortofrutícolas

2 de Dezembro de 2014 in Hortinet

MELÃO ALQUEVA

Tem lugar a 5 de Dezembro no Mercado Abastecedor da Região de Évora (MARÉ) uma acção de divulgação do projecto de desenvolvimento de uma fileira de produção/comercialização de produtos hortofrutícolas nesta região, promovida pelo MARÉ em parceria com a EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva) e a Associação de Beneficiários da Barragem do Monte Novo.

Além de apresentações de representantes destas três entidades, António Domingos, presidente da Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas (FNOP), irá falar sobre a importância deste projecto para a FNOP.

O programa inclui ainda a assinatura de um protocolo com a empresa Santos & Vale e uma visita a um “projecto-piloto” agrícola realizado pela Fundação Eugénio de Almeida no âmbito do protocolo e à Herdade do Mestre Costa – produtores da Associação de Beneficiários da Barragem do Monte Novo.

Fonte: Frutas e Legumes

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Produção de castanha afectada por ataque de fungo

23 de Outubro de 2014 in Hortinet

A quebra de produção de castanha que este ano atingiu principalmente a serra da Padrela, distrito de Vila Real, foi provocada pela septoriose do castanheiro, um fungo que encontrou no Verão ameno as condições ideais de desenvolvimento.

«Este ano foi um Verão completamente atípico, com precipitações muito elevadas que decorreram ao longo de todo o Verão e temperaturas amenas. Houve as condições ideais para o seu desenvolvimento», afirmou à agência Lusa Maria Manuel Mesquita, da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN).

É na Denominação de Origem Protegida (DOP) da Padrela, que se estende pelos concelhos de Valpaços, Vila Pouca de Aguiar, Murça e Chaves, que se contabilizam mais estragos, mas a situação está generalizada às outras DOP da região, desde os soutos da Lapa à Terra Fria.

«Ainda não temos dados concretos para quantificar as perdas de produção, mas as estimativas apontam para, na região da Padrela, um prejuízo médio superior a 50 por cento. Os prejuízos variam muito à medida que se sobe em altitude, que vão sendo maiores», frisou.

O fungo atingiu a folha do castanheiro, que ficou de cor acastanhada e rebordo amarelo, originando a sua queda antecipada, e atacou também o pedúnculo do ouriço, provocando a sua queda precoce.

«Daí é que a castanha não se chega a formar e a ocorrência do prejuízo. Há uma queda precoce devido ao apodrecimento do pedúnculo do ouriço e não se chega a formar o fruto», explicou a responsável.

Maria Manuel Mesquita referiu que o fungo atacou com maior severidade as zonas mais altas, frias e húmidas, e também castas como a judia, a variedade que predomina na Padrela e possui pouca resistência à septoriose.

A incidência da septoriose do castanheiro não tem tido grande relevância em anos anteriores. Na Lagoa, aldeia de Vila Pouca de Aguiar, alguns produtores queixam-se de quebras na produção «acima dos 90 por cento» ou até mesmo «totais».

«A quebra vai ser total. Não vejo nada, nada. Já fui dar a volta aos soutos e não vejo nada», afirmou Isaura Castanheira, de 58 anos. Com uma produção de cerca de três mil quilos em 2013, que renderam seis mil euros, esta produtora teme agora os próximos tempos porque a «castanha era o que remediava durante o ano». «Esta é a principal fonte de rendimento. Porque a gente colhe batata, centeio e nada disso dá dinheiro», referiu.

Luciano Sousa, 51 anos e residente em Vilarelho, também em Vila Pouca de Aguiar, descreve os seus castanheiros como estando «todos queimados», o que provocou uma quebra na produção dos três mil quilos, na campanha anterior, para os 200 quilos.

«Chegar ao fim de um ano de trabalho e ver isto assim é triste. Uma pessoa andar todo o ano a trabalhar, todo o ano de roda deles para os cultivar como deve ser e chegar ao fim e não colher nada é complicado», salientou.

Os produtores temem a esta situação possa afectar definitivamente os castanheiros. Maria Manuel Mesquita referiu que as medidas de protecção fitossanitárias a adoptar agora pelos produtores passam pela queima das folhas e ouriços, ou pela distribuição de ureia sobre as folhas, para assim interromper o ciclo do fungo e impedir que fique para o próximo ano. Espalhados pela DOP da Padrela existem à volta de 5.500 hectares de souto, cuja produção média ronda os 800 quilos por hectare.

Fonte: Confagri

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Agricultores queixam-se de quebra na produção de castanha

23 de Outubro de 2014 in Hortinet

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Os agricultores da Serra da Padrela, distrito de Vila Real, queixam-se de «quebras brutais» na produção de castanha devido ao clima atípico. Uma situação que preocupa muitas famílias que obtém desta produção a única fonte de rendimento.

Os produtores falam de um «cenário desolador» que afetou principalmente as zonas mais altas e frias da região. A causa está no clima instável que se sentiu neste verão, com dias frios e de nevoeiro, intercalados com calor.

«A situação está complicada. Não há castanha. Nós praticamente só vivemos da castanha e temos esta calamidade», afirmou aos jornalistas António Maia, 66 anos e agricultor de Vilarinho do Monte, na freguesia de São João da Corveira (Valpaços).

No ano passado, acrescentou, colheu cerca de «20 mil euros de castanha e este ano se fizer mil euros de castanha já é muito».

Ao seu lado, dezenas de outros produtores queixam-se também de «quebras brutais», na ordem dos 90%”.

«Na parte mais fria temos situações de perda de 100% na produção», afirmou o presidente da junta de São João da Corveira, Hernâni Sousa.

A Denominação de Origem Protegida (DOP) da Padrela estende-se por cinco mil hectares, estendendo-se por freguesias de Valpaços, Chaves, Murça e Vila Pouca de Aguiar.

Nesta zona, segundo o autarca, a produção média anual de castanha ronda os «cerca de 10 milhões de quilos de castanha» o que representa um volume de negócios de vários milhões de euros.

Fonte: Frutas e Legumes

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Syngenta apresenta novas variedades de tomate para indústria em Tour pelo Ribatejo

28 de Agosto de 2014 in Hortinet

As novas variedades de tomate para indústria da Syngenta, Ibix, Ifox e Jubox, foram recentemente apresentadas a vários produtores no “Tour Tomate Indústria”, iniciativa que passou por quatro explorações ribatejanas, a 29 de julho.

O Tour Tomate Indústria levou algumas dezenas de técnicos das organizações de produtores e da distribuição aos campos de quatro agricultores, em Valada do Ribatejo, Vila Franca de Xira e Vale de Santarém, onde puderam comprovar o estado dos frutos nas parcelas, algumas ainda em fase de maturação e outras já em processo de colheita.

Na exploração de Marco Gaga Nunes, em Valada do Ribatejo, parte da colheita do Ifox já terminou. “Fizemos um total de 8 hectares com Ifox, parte das quais em plantação mais precoce e outra parte numa modalidade mais tardia, para testar a diferença de comportamento da variedade na fase final da campanha”, explica o produtor, acrescentando que a performance do Ifox, nesta fase inicial correspondeu às expectativas: “a produtividade líquida média foi de 92 toneladas/hectare, com um brix médio de 5,35.”

Nas restantes explorações visitadas decorre ainda a maturação das variedades Syngenta. João Geada, produtor de 240 hectares em Vila Franca de Xira, plantou 4 hectares de Ifox em ciclo tardio e descreve a seara: “a variedade respondeu bem, surpreendeu-me pela positiva, o campo está bonito.”

Fonte: Vida Rural

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Verão incerto atrasa produção hortícola e aumenta custos

26 de Agosto de 2014 in Hortinet

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As produções hortícolas na região norte litoral do país estão ser afetadas pelo verão atípico em termos de temperaturas, o que está atrasar as colheitas e a aumentar os custos de produção.

O alerta foi dado pelo presidente da Horpozim, Associação de Horticultores da Póvoa de Varzim Manuel Silva, que garante que na sua região, uma das mais significativas do país na produção de horticultura, as dificuldades são transversais a todos os agricultores.

«Está ser um ano atípico porque a temperatura tem sido muito mais amena, há menos horas de luz nas zonas litorais por causa dos nevoeiros, e a humidade é maior, o que tem criado dificuldades nas produções», explicou.

«Isso repercute-se no crescimento das plantas, que não se estão a desenvolver normalmente. Por outro lado, o grande teor de humidade obriga-nos a um aumento dos tratamentos fitofármacos, porque os fungos com esta temperatura baixa e humidade desenvolvem-se com mais facilidade», acrescentou ainda.

Ainda assim, Manuel Silva garante que «por enquanto as produções não estão em causa, porque os agricultores prepararam-se para tal», mas apontou que devido ao aumento dos tratamentos «existe um acréscimo nos custos de produção entre os 20 a 25%».

Fonte: Frutas e Legumes