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Castanha: uma aposta que desperta no país

2 de Abril de 2015 in Hortinet

castanha portuguesaHá um ano a Beira Interior via nascer um projeto em torno da castanha e das suas potencialidades. Corria o mês de março de 2014 e a cidade de Mêda (distrito da Guarda) transformava-se no centro da “Sweet Castanea”, uma iniciativa que dá vida a uma nova forma de criar produtos nacionais à base daquele fruto. Sem corantes, conservantes e até isentos de glúten. Além disso, os mentores decidiram conjugar a castanha com outras matérias-primas, como a Maçã Bravo de Esmolfe DOP, o vinho do Porto, a alfarroba algarvia ou o mel de rosmaninho. O Agronegócios foi conhecer o projeto que, em poucos meses, chegou a dez distritos de norte a sul.

Foto: Sweet Castanea

A ideia dos mentores, que surgiu em março do ano passado, foi simples: dar corpo a um projeto que «visasse a valorização da castanha portuguesa», começa por explicar Maria do Carmo Aleixo, sócia-gerente da Alquimia da Castanha, empresa que suporta o projeto “Sweet Castanea”.

A confeção dos primeiros produtos chegaria apenas em finais de outubro de 2014.

«O que nos moveu e motivou a criar este projeto foi a ideia de ir mais além na valorização da castanha portuguesa. Era para nós incompreensível que em Portugal, um país que produz uma das melhores castanhas do mundo, não houvesse nenhuma empresa que se dedicasse em exclusivo à transformação da castanha, compreendendo-se por transformação da castanha ir bem mais além do simples descasque e ultracongelação», explica a responsável pela produção da “Sweet Castanea”.

Outra realidade que os fundadores do projeto quiseram testar foi o facto de verem «outros povos como os espanhóis, franceses ou italianos a comprarem a nossa castanha, de reconhecida qualidade a nível mundial, para produzirem uma diversidade de produtos alimentares a partir desta matéria-prima, acrescentado um valor bem mais significativo a este nosso fruto, e nós em Portugal nos limitarmos a ficar satisfeitos por escoarmos toda a nossa castanha, em fresco ou ultracongelada, sempre com a mesma margem garantida».

Foi «a vontade de acrescentar ainda maior valor à castanha portuguesa» que motivou os três sócios a iniciar este projeto, «fazendo com ela o que outros povos já fazem há muitos anos mas agora com uma identidade 100% portuguesa», salienta Maria do Carmo.

Entre março e outubro de 2014 houve dois caminhos paralelos na construção da ideia: um no estudo e desenvolvimento dos potenciais produtos a serem comercializados e outro no sentido da criação de toda a imagem associada à nova marca.

A apresentação pública havia de chegar a 7 de novembro, na Feira da Castanha de Trancoso, e a rampa de lançamento chegaria «verdadeiramente» a partir do “Portugal Agro”, que decorreu em Lisboa no final daquele mês. «Foi nesta feira que iniciámos a nossa ação comercial junto do mercado gourmet português», recorda a sócia-gerente.

Apesar de Mêda ser mais conhecida pela produção de vinho e azeite «existem algumas freguesias do concelho que registam produção de castanha, nomeadamente as que fazem fronteira com os concelhos de Trancoso e Penedono», como é o caso da freguesia de Ranhados e a de Prova e Casteição.

Nestas áreas do concelho, informa Maria do Carmo Aleixo, as condições climatéricas e de solo «são, em tudo, semelhantes» às dos concelhos vizinhos de Trancoso, Penedono ou mesmo Sernancelhe, concelhos estes que se encontram abrangidos pela área geográfica associada à produção da “Castanha Soutos da Lapa – DOP”.

Contudo, o fruto que a “Sweet Castanea” utilizou para o arranque do projeto é proveniente de Trás-os-Montes, região responsável pela produção de aproximadamente 80% do total nacional.

«É no entanto nosso objetivo, na próxima campanha da castanha, incorporar uma percentagem de castanhas da nossa região apesar de o mais importante para nós ser a valorização da castanha portuguesa no seu todo, independentemente da sua proveniência a nível nacional», esclarece.

Uma das preocupações durante a fase de testes e experimentação foi «perceber se a confeção com castanhas ultracongeladas não afetaria a qualidade final pretendida para os nossos produtos e, de facto, essa qualidade não é minimamente posta em causa com a utilização da castanha ultracongelada», garante Maria do Carmo Aleixo.

Confeção e métodos de produção caseira

Compotas, doces, caldas, biscoitos e bolachas são alguns dos produtos da “Sweet Castanea” sendo que todos são fabricados de acordo com métodos que podem ser classificados como de “produção caseira”.

«Não incorporamos qualquer tipo de conservante ou corante artificial e todos os nossos produtos são isentos de glúten», garante a responsável.

A reação do consumidor, revela, tem sido «excelente». «No âmbito da nossa participação em diversos certames, constatamos que o público em geral reconhece valor no nosso projeto, tanto pela qualidade e imagem dos nossos produtos como pela missão que nos move», acrescenta.

E adianta: «reconhecem a castanha como um fruto de grande importância na nossa cultura gastronómica desde há séculos e ficam surpreendidos com os novos sabores que apresentamos para a castanha que muitos apenas conhecem cozida ou assada».

O trabalho junto das lojas gourmet, de norte a sul, tem compensado, já que muitos proprietários, depois de provarem amostras, não hesitam e manifestam vontade imediata de vender a “Sweet Castanea” nas suas lojas.

Combinação com outros produtos

A combinação da castanha com outros produtos nacionais de reconhecido valor foi outra inovação que os responsáveis quiseram experimentar. Entre eles, destaque para o mel de rosmaninho, a Maçã Bravo de Esmolfe, a alfarroba do Algarve ou o vinho do Porto.

«A combinação da castanha com outras matérias-primas resulta do facto de pretendermos apresentar uma gama diversificada de produtos, dentro da mesma tipologia (compotas, caldas, biscoitos), em que pudéssemos também valorizar outras matérias-primas nacionais», explica Maria do Carmo Aleixo.

Por esta razão, a “Sweet Castanea” fez inúmeras experiências para tentar perceber quais as matérias-primas que melhor se conjugariam com a castanha.

A responsável afirma que «há sempre espaço para a inovação e para reinventar produtos já existentes com recurso a novas matérias-primas nacionais tais como a castanha, a alfarroba ou mesmo a bolota, entre outros».

E lembra que começam a surgir em Portugal «projetos interessantes que se focalizam na transformação de frutos com identidade nacional e acreditamos que uma parte do futuro, com sucesso, do setor agro-alimentar português vai passar pela inovação com base nestas matérias-primas, que têm uma enorme aceitação em inúmeros mercados por esse mundo fora».

«É também para nós importante garantir uma abrangência nacional das matérias-primas que usamos, permitindo dessa forma que um algarvio, um alentejano ou mesmo um beirão reconheça, atribua valor e consuma os nossos produtos da castanha através da alfarroba do Algarve, do mel de rosmaninho do Alentejo ou da Maçã Bravo de Esmolfe das Beiras», sublinha.

Exportação

A curto prazo a estratégia do projeto está focada na divulgação e promoção dos produtos a nível nacional, «visando a consolidação da nossa marca no mercado gourmet português».

Mas, a médio prazo, a intenção é exportar para «diferentes mercados onde o consumo dos produtos transformados da castanha está bastante enraizado», como é o caso de França, Itália, Suíça, Bélgica e muitos outros países.

Para Maria do Carmo Aleixo, a questão da valorização da fileira da castanha «é central na génese do nosso projeto». Nesse sentido acreditam «que a fileira da castanha pode e deve ser mais valorizada».

«Foi o nosso entendimento de que o potencial da castanha vai muito para além da sua comercialização em fresco ou ultracongelado que nos motivou a criar este projeto e temos a certeza que o futuro da fileira da castanha passa também pelo fabrico em Portugal de produtos de excelência cuja matéria-prima principal seja a castanha», considera.

A “Sweet Castanea” está presente em 30 espaços gourmet de norte a sul do país e os seus produtos podem igualmente ser encomendados online.

Além de Maria integram o projeto outros dois sócios, Eduardo Ferreira, na área comercial e controlo de gestão e Nuno Araújo, ligado à área comercial. 

Fonte: Agronegocios.eu

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Produção de castanha afectada por ataque de fungo

23 de Outubro de 2014 in Hortinet

A quebra de produção de castanha que este ano atingiu principalmente a serra da Padrela, distrito de Vila Real, foi provocada pela septoriose do castanheiro, um fungo que encontrou no Verão ameno as condições ideais de desenvolvimento.

«Este ano foi um Verão completamente atípico, com precipitações muito elevadas que decorreram ao longo de todo o Verão e temperaturas amenas. Houve as condições ideais para o seu desenvolvimento», afirmou à agência Lusa Maria Manuel Mesquita, da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN).

É na Denominação de Origem Protegida (DOP) da Padrela, que se estende pelos concelhos de Valpaços, Vila Pouca de Aguiar, Murça e Chaves, que se contabilizam mais estragos, mas a situação está generalizada às outras DOP da região, desde os soutos da Lapa à Terra Fria.

«Ainda não temos dados concretos para quantificar as perdas de produção, mas as estimativas apontam para, na região da Padrela, um prejuízo médio superior a 50 por cento. Os prejuízos variam muito à medida que se sobe em altitude, que vão sendo maiores», frisou.

O fungo atingiu a folha do castanheiro, que ficou de cor acastanhada e rebordo amarelo, originando a sua queda antecipada, e atacou também o pedúnculo do ouriço, provocando a sua queda precoce.

«Daí é que a castanha não se chega a formar e a ocorrência do prejuízo. Há uma queda precoce devido ao apodrecimento do pedúnculo do ouriço e não se chega a formar o fruto», explicou a responsável.

Maria Manuel Mesquita referiu que o fungo atacou com maior severidade as zonas mais altas, frias e húmidas, e também castas como a judia, a variedade que predomina na Padrela e possui pouca resistência à septoriose.

A incidência da septoriose do castanheiro não tem tido grande relevância em anos anteriores. Na Lagoa, aldeia de Vila Pouca de Aguiar, alguns produtores queixam-se de quebras na produção «acima dos 90 por cento» ou até mesmo «totais».

«A quebra vai ser total. Não vejo nada, nada. Já fui dar a volta aos soutos e não vejo nada», afirmou Isaura Castanheira, de 58 anos. Com uma produção de cerca de três mil quilos em 2013, que renderam seis mil euros, esta produtora teme agora os próximos tempos porque a «castanha era o que remediava durante o ano». «Esta é a principal fonte de rendimento. Porque a gente colhe batata, centeio e nada disso dá dinheiro», referiu.

Luciano Sousa, 51 anos e residente em Vilarelho, também em Vila Pouca de Aguiar, descreve os seus castanheiros como estando «todos queimados», o que provocou uma quebra na produção dos três mil quilos, na campanha anterior, para os 200 quilos.

«Chegar ao fim de um ano de trabalho e ver isto assim é triste. Uma pessoa andar todo o ano a trabalhar, todo o ano de roda deles para os cultivar como deve ser e chegar ao fim e não colher nada é complicado», salientou.

Os produtores temem a esta situação possa afectar definitivamente os castanheiros. Maria Manuel Mesquita referiu que as medidas de protecção fitossanitárias a adoptar agora pelos produtores passam pela queima das folhas e ouriços, ou pela distribuição de ureia sobre as folhas, para assim interromper o ciclo do fungo e impedir que fique para o próximo ano. Espalhados pela DOP da Padrela existem à volta de 5.500 hectares de souto, cuja produção média ronda os 800 quilos por hectare.

Fonte: Confagri

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Agricultores queixam-se de quebra na produção de castanha

23 de Outubro de 2014 in Hortinet

castanha 04

Os agricultores da Serra da Padrela, distrito de Vila Real, queixam-se de «quebras brutais» na produção de castanha devido ao clima atípico. Uma situação que preocupa muitas famílias que obtém desta produção a única fonte de rendimento.

Os produtores falam de um «cenário desolador» que afetou principalmente as zonas mais altas e frias da região. A causa está no clima instável que se sentiu neste verão, com dias frios e de nevoeiro, intercalados com calor.

«A situação está complicada. Não há castanha. Nós praticamente só vivemos da castanha e temos esta calamidade», afirmou aos jornalistas António Maia, 66 anos e agricultor de Vilarinho do Monte, na freguesia de São João da Corveira (Valpaços).

No ano passado, acrescentou, colheu cerca de «20 mil euros de castanha e este ano se fizer mil euros de castanha já é muito».

Ao seu lado, dezenas de outros produtores queixam-se também de «quebras brutais», na ordem dos 90%”.

«Na parte mais fria temos situações de perda de 100% na produção», afirmou o presidente da junta de São João da Corveira, Hernâni Sousa.

A Denominação de Origem Protegida (DOP) da Padrela estende-se por cinco mil hectares, estendendo-se por freguesias de Valpaços, Chaves, Murça e Vila Pouca de Aguiar.

Nesta zona, segundo o autarca, a produção média anual de castanha ronda os «cerca de 10 milhões de quilos de castanha» o que representa um volume de negócios de vários milhões de euros.

Fonte: Frutas e Legumes

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Associação da Castanha alerta contra nova praga detectada em Portugal

20 de Junho de 2014 in Hortinet

A Associação Portuguesa da Castanha (RefCast) alertou para a vespa do castanheiro, uma nova praga que afecta os soutos e foi detectada recentemente em Barcelos e contra a qual está a ser delineado um plano de emergência.

“Esta praga foi infelizmente detectada no nosso país no Vale do Neiva, em Barcelos. É aí que está o primeiro foco de infecção da vespa do castanheiro descoberta em Portugal”, afirmou à agência Lusa o porta-voz da RefCast, José Gomes Laranjo.

No entanto, de acordo com o especialista, no local foram encontrados algumas “galhas secas do ano passado”, que indiciam que a praga já está presente no país há mais tempo.

O insecto entrou na Europa, via Itália, em 2002. Em 2005, penetrou em França e em 2012 em Espanha, chegando a destruir grande parte da produção de castanha nos soutos infectados.

Depois das doenças do cancro e da tinta, que destruíram muitos castanheiros em Portugal, estes estão agora a ser ameaçados por uma nova praga.

José Gomes Laranjo referiu que a associação e os seus parceiros já estavam atentos à vespa que aloja os seus ovos nos gomos dos castanheiros. Só quando estes formam novos ramos é que se percebem as deformações e inchaços nas folhas. Depois de infectados, os ramos não conseguem dar mais fruto.

A RefCast, com sede em Vila Real, convocou uma reunião de emergência na semana passada para debater o assunto. Está também já constituído um grupo de trabalho que junta elementos da associação, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e é coordenado pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN).

O responsável disse que o plano de combate à praga passa, no imediato, pela detecção das áreas afectadas, pelo que apelou aos agricultores para irem ao terreno observar os castanheiros para que se possa ainda proceder à queima dos ramos infectados.

“Até ao final de Julho ainda podemos ir a tempo de descobrir esses focos e evitar que cada mosca que lá esteja origine 200 novas moscas, destruindo esses ramos pelo fogo estamos a controlar a praga”, salientou.

O especialista frisou que esta estratégia pode atrasar o alastramento da infecção.

“A praga tanto pode vir nos novos castanheiros que nós compramos no Inverno como também serem transportados no interior dos veículos. Tudo isto são factores possíveis de contaminação”, acrescentou ainda.

José Gomes Laranjo acrescentou que se está a trabalhar ainda no licenciamento extraordinário de alguns insecticidas que podem ser aplicados nos castanheiros e num plano de implementação de uma luta biológica na primavera do próximo ano.

Esta luta biológica passa por introduzir em Portugal uma outra mosca — o Torymus sinensis – que será libertada junto aos castanheiros infectados, a qual vai por os ovos no mesmo sítio onde estão as larvas da vespa.

“Essas larvas vão-se alimentar das larvas da vespa. Esta estratégia que está a ser aplicada em Itália e em França com resultados positivos.

Apesar de revelar esperança na luta contra a vespa, José Gomes Laranjo mostrou-se “muito preocupado” com as consequências desta nova praga no sector que é considerado como o “petróleo” ou o “ouro” de Trás-os-Montes.

No ano passado, a região produziu cerca de 30 mil toneladas de castanha, que se traduziram num volume de negócios que rondou os 60 milhões de euros.

Fonte: Agroportal

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Câmara do Sabugal alerta para praga da vespa dos castanheiros

18 de Junho de 2014 in Hortinet

A Câmara Municipal do Sabugal está a apelar aos agricultores do concelho para que estejam atentos à eventual presença da vespa dos castanheiros, uma praga que constitui “uma ameaça real” para os soutos.

“A vespa do castanheiro (Dryocosmus kuriphilus) é uma praga que destrói os gomos” dos castanheiros, segundo a autarquia do Sabugal.

A fonte adianta que o insecto foi recentemente detectado perto de Barcelos, “tendo já grande incidência em muitas árvores”.

“O insecto está espalhado pela Europa, provocando quebras muito grandes na produção de castanha. Esta praga é uma ameaça real aos soutos portugueses. Os gomos afectados originam ramos deformados, em forma de galhas, e perdas de produção”, indica.

A autarquia pede aos agricultores que caso detectem “a presença deste tipo de ramos em algum castanheiro” comuniquem “imediatamente” aos Serviços Regionais de Agricultura ou ao Município do Sabugal (Serviço de Estratégia e Desenvolvimento).

Na nota, publicada na página da internet do Município do Sabugal, é explicado que a mais recente praga do castanheiro, “embora seja chamada de vespa, é mais parecida com um mosquito”.

O insecto entrou na Europa, via Itália, em 2002. Em 2005, penetrou em França e em 2012 chegou às Astúrias (Espanha), explica.

A Câmara Municipal do Sabugal também indica que a praga provocou uma quebra “de mais de 50% na produção italiana de castanha até que tivesse sido desenvolvido o método de luta biológica com o parasitoide Torymus Sinensis”.

Fonte: O Mirante

Projeto para produção de farinha de castanha vence prémio Portucel Soporcel

14 de Fevereiro de 2014 in Hortinet

A Universidade de Coimbra distinguiu com o Prémio Grupo Portucel Soporcel uma ideia de negócio que pretende transformar castanha em farinha sem glúten. Desenvolvido por Maria Inês de Matos Vaz, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, este projeto centra-se na castanha com Denominação de Origem Controlada (DOC).

O objetivo do projeto é transformar castanha em farinha de castanha sem glúten, produto de crescente procura que atualmente Portugal tem que importar. “Portugal é um bom produtor de castanha e as suas variedades são muito apreciadas por outros países graças às características organoléticas”, explica a autora do projeto que recebeu o prémio no valor de 2000 euros, sublinhando que, atualmente, 70 a 80% da produção nacional é exportada, sendo que “grande parte dessa castanha é destinada à transformação em produtos que, muitas vezes, são importados para consumo final em Portugal, como é o caso da farinha”.

Em comunicado, o Grupo Portucel Soporcel refere que considera que “esta iniciativa, ao gerar valor acrescentado a um produto português cuja qualidade é reconhecida internacionalmente, poderá prestar um valioso contributo à economia e gestão florestais, apresentando valências de sustentabilidade do ponto de vista económico e ambiental.”

Fonte: Vida Rural

 

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Europa tem que aumentar em 40 mil hectares a área de souto

4 de Novembro de 2013 in Hortinet

A Europa precisa de aumentar em 40 mil hectares a área de souto para conseguir responder à escassez de castanha. Quem o diz é José Gomes Laranjo, presidente da Associação Portuguesa da Castanha (RefCast).

Recentemente foi apresentado num encontro da Comissão Europeia da Castanha, em Itália, o “Desafio de Bolonha”.”Este desafio tem a ver com a plantação de 40 mil hectares de souto nos países europeus produtores de castanha (Itália, França, Espanha e Portugal) nos próximos 10 anos”, refere José Gomes Laranjo.

A Europa precisa de “fazer face à escassez do produto”, uma situação que, segundo José Gomes Laranjo, preocupa o setor porque pode “abrir as portas à importação de castanhas de outros países fora do espaço europeu, nomeadamente da China”, um dos maiores produtores mundiais deste fruto.

Uma das causas que tem sido apontada para a quebra de produção é a vespa do castanheiro, uma praga que “está a assolar os soutos em Itália, França e já chegou a Espanha”. Em Portugal, segundo frisou o presidente da RefCast, ainda não foi detetada mas é uma situação que está a causar grandes preocupações.

Esta vespa aloja os seus ovos nos castanheiros, os quais depois de picados não conseguem dar mais fruto.

Fonte: Vida Rural

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Castanha: Da apanha à transformação na zona da Padrela

31 de Outubro de 2013 in Hortinet

Muitas famílias dedicam-se à produção de castanha na zona da Padrela, distrito de Vila Real, que é depois vendida para unidades que embalam, congelam e transformam este produto que parece passar ao lado da crise.

A Denominação de Origem Protegida (DOP) da Padrela estende-se por cinco mil hectares, estando principalmente na zona de Carrazedo de Montenegro (Valpaços), mas abrangendo ainda algumas freguesias de Chaves, Murça e Vila Pouca de Aguiar.

Por aqui, são muitas as famílias que possuem castanheiros, que são a principal actividade agrícola deste território. José Campos, 70 anos, anda no souto a apanhar castanhas, o que considera ser a sua «única sobrevivência». Este produtor tem à volta de 700 castanheiros, que produzem uma média de cerca de cinco a seis mil quilos por ano.

Este ano as dificuldades foram acrescidas muito por causa da obrigação de se colectar nas finanças.«“Até aqui tínhamos rendimento e com pouca despesa, a partir de agora é ao contrário, agora temos que ter muita despesa e pouco rendimento», afirmou à agência Lusa.

O trabalho de apanha é duro e, por isso, este agricultor tem que contratar mão-de-obra, muita da qual vem de fora da aldeia. Só que, esta é uma despesa que diz que não pode ser facturada porque, quem é contratado, não quer passar recibo.

«Primeiro começaram por nos cortar uma perna, passaram para as duas e agora já nos está a cortar os braços», lamentou José Campos, que teme que a agricultura não tenha futuro devido ao envelhecimento e ao despovoamento. E quanto à produção deste ano, o agricultor diz que está «maravilhosa».

«Não é que haja aquela quantidade muito, muito grande, só que a castanha é muito boa. Não é bichosa nem rachada. É um ano espectacular para a castanha», sublinhou. A produção é praticamente toda escoada, não fica em casa do lavrador. A variedade judia por esta altura, está a ser comprada ao produtor a 2.20 euros.

O fruto é vendido para empresas de comercialização como a Agroaguiar, em Vila Pouca de Aguiar. Aqui a castanha é pesada, rastreada, é verificada a sanidade e esterilizada. Depois disso é ainda seleccionada pelo aspecto e, a que destina à venda em fresco, é embalada.

O gerente da Agroaguiar, Rodrigo Reis, disse à Lusa que este fruto é vendido para o mercado nacional e também muito para Itália, onde se tem verificado quebras na produção que fazem aumentar a procura da castanha nacional.

Mas a empresa trabalha também com a castanha pelada congelada e introduziu no país a castanha assada congelada. «É um produto fácil de consumir, bastam dois a três minutos no micro-ondas e podemos comer castanha assada em Maio ou Junho», salientou.

A aposta da Agroaguiar vai também para a transformação, o que ainda não é feito em grande volume, mas produz já o marron glacé, um produto direccionado às lojas gourmet e que é vendido, por exemplo, para a Suíça ou França.

São ainda poucas as unidades industriais onde se faz a transformação de castanha em Portugal. Há anos que o investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e agora presidente da Associação Nacional da Castanha, José Gomes Laranjo, alerta para este facto.

Fonte: Confagri

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IV Encontro da Castanha

29 de Julho de 2013 in Hortinet

Decorre de 12 a 13 de Setembro, na região de Emília Romagna, em Itália, o IV Encontro da Castanha. Organizado pelo Centro de Serviços Hortofrutícolas (CSO) e pela Assembleia das Regiões Europeias de Fruta e Legumes (AREFLH), este evento reúne representantes de produtores e transformadores de castanha de França, Espanha, Portugal e Itália, que vão debater temas de actualidade do sector.

Estão previstas duas sessões temáticas: uma sobre a difusão da Cynips (vespa do castanheiro) e a luta biológica contra esta praga em Itália; uma outra sobre o futuro dos soutos na Europa (novas plantações e renovação de velhos castanheiros), Política Agrícola Comum, valorização e consumo de castanha.

Também serão apresentadas as previsões de colheita para a campanha de 2013. O programa inclui ainda visitas a soutos na região. Depois de Espanha (Oudense; 2010), Portugal (Bragança; 2011) e França (Bergerac; 2012), é a vez da Itália acolher este encontro.

Fonte: Frutas & Legumes

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Parceria luso-italiana investe em fábrica para processar castanha

8 de Abril de 2013 in Hortinet

Uma família italiana e um casal valpacense vão investir cerca de 5  milhões de euros numa fábrica de transformação de castanha, em Carrazedo Montenegro, freguesia de Valpaços. As obras arrancam  no início da  próxima semana e , se os prazos forem respeitados, a indústria, onde a  castanha será depilada e congelada, antes de ser comercializada, já  estará em funcionamento na próxima apanha.

Pelas contas dos empresários, o investimento deverá empregar cerca de 30 pessoas.

A transformação da castanha, um negócio que respresenta mais de 20 milhões de euros, era uma ambição antiga. Até agora, toda a castanha produzida no concelho era vendida em fresco.

Fonte: Jornal de notícias