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Fogo bacteriano – é preciso não baixar a guarda

2 de Novembro de 2012 in Hortinet

Nos últimos dois anos foram detectados 60 focos positivos de fogo bacteriano e criadas oito zonas de segurança para contenção e irradicação da doença em Portugal. A Primavera não foi propicia ao desenvolvimento da bactéria, mas neste Outono há já sintomas da doença em pomares do Oeste, revelou a DRAPLVT, afirmando que a tentativa de erradicar a doença vai continuar. «Pelas observações que já realizámos este Outono, o problema continua nos nossos pomares.

Detectámos ramos secos em algumas árvores, nomeadamente no concelho de Alcobaça, o que é um sintoma da presença do fogo bacteriano. Essas árvores serão destruídas ainda este ano. O meu conselho é que os agricultores não baixem a guarda», dizia Ana Arsénio, técnica da Direcção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo (DRAPLVT), numa jornada, realizada a 30 de Outubro, em Alcobaça, onde fez o balanço da aplicação do Plano Nacional para o Controlo do Fogo Bacteriano na região.

Entre 2010 e 2012 foram detectados 60 focos positivos de contaminação, em quatro concelhos do Oeste (Alcobaça, Caldas da Rainha, Bombarral e Torres Vedras), de que resultou a destruição de 38.848 árvores e plantas.  Há também focos de infecção nos concelhos da Guarda, Belmonte, Covilhã, Viseu, Ferreira do Alentejo e Elvas.

Os ensaios realizados este ano em pereira Rocha com seis produtos homologados para controlo da bactéria Erwinia Amylovora foram inconclusivos devido à ausência de focos de infecção.




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